Para enfrentar o problema da violência protagonizado por usuários de droga que ocupam hoje as calçadas do Distrito Federal, o distrital Thiago Manzoni (foto) acaba de apresentar projeto de lei que recebeu o número 2224/2026 e que cria uma política permanente denominada Recomeçar DF, voltada ao acolhimento e à reinserção social de pessoas em situação de rua.
O projeto também prevê a possibilidade de internação ou retirada compulsória em situações em que a pessoa apresente comprometimento mental ou elevado grau de dependência química que impeça o consentimento ou represente risco à própria integridade ou à segurança da população.
O objetivo é retirar essas pessoas das ruas e encaminhá-las a um protocolo de acompanhamento, com tratamento e apoio para a reconstrução da vida social e profissional. As ações incluem capacitação profissional, atendimento psicossocial e reconstrução de vínculos familiares e sociais.
Um episódio recente em Águas Claras reacendeu o debate sobre a segurança nas ruas do Distrito Federal. No dia 15 de fevereiro, um morador que passeava com seu cachorro foi agredido por um homem em situação de rua com uma barra de ferro.
O agressor é conhecido na região por ser violento. Dias depois, na última segunda-feira (22/03), o mesmo homem atacou um policial militar da reserva.
Situações como essas têm se repetido em diferentes regiões do Distrito Federal e foram citadas por Manzoni em discurso na Câmara Legislativa. “Em Águas Claras, nós tivemos um episódio de uma dessas pessoas que fizeram da rua a sua moradia e que não podem ser retiradas dos espaços. Uma pessoa foi agredir um ex-policial militar com um pedaço de pau. O ex-policial militar estava armado e reagiu com um tiro, e essa pessoa morreu, lamentavelmente.”
Segundo o parlamentar, esse tipo de ocorrência não é isolado e demonstra o risco enfrentado diariamente por moradores e comerciantes. “Não é incomum que essas pessoas se esfaqueiem na rua. Já aconteceu aqui na rodoviária, na Asa Norte, em Águas Claras, na Ceilândia, em tudo quanto é canto. E a nossa população virou refém.”