Ele não tem o sobrenome Bolsonaro, não tem o mesmo sangue do ex-presidente Jair e de seus filhos, não tem vínculos históricos com a família e, de quebra, não viveu qualquer experiência política.
Mesmo assim, Eduardo Torres partiu para a disputa de uma vaga de distrital explorando a narrativa do capitão.
É que Eduardo tem como único trunfo político ser irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (foto de ambos), que também está na chapa como candidata ao Senado.
Morador de Ceilândia, o candidato faz do eleitorado da cidade seu ponto de partida, embora não tenha propriamente um nicho eleitoral por lá.
Concorre mesmo aproveitando a legenda do cunhado, que mora também na capital, mas a 63 quilômetros de distância.
E aposta também no apoio da irmã.
Afinal, tudo isso rendeu ao então desconhecido Eduardo Torres, na eleição de 2022, nada menos do que 16 mil votos, o que ajuda seu partido, o PL, a completar o quociente eleitoral.
Essa votação, em princípio, não dá para eleger um distrital, pois, nesse mesmo pleito, candidatos com 23 mil votos ficaram de fora.
Mas tudo depende do desenho da nominata, pois Dayse Amarílio, com 11 mil, conseguiu uma cadeira.