Apenas quatro partidos conseguiram compor nominatas fortes, com número mais elevado de nomes já testados nas urnas para disputar cadeiras na Câmara Legislativa. À frente estão MDB, federação PP-União e federação PT-PV-PCdoB, surgindo, em seguida, o PL.
Dos demais, o Podemos também tem puxadores de voto, a começar pelo atual distrital Robério Negreiros (foto), o mesmo acontecendo com os Republicanos, no caso, tanto na esfera federal, com Fred Linhares, quanto distrital, com Jane Klebia.
O PSD, mesmo tendo candidato próprio ao Buriti, com José Roberto Arruda, sofreu uma sangria significativa: perdeu toda a bancada na Câmara Legislativa, recebendo apenas Rogério Morro da Cruz, que deixou uma legenda moribunda.
Nomes escasseiam para os nanicos
A partir daí, os nomes de sólido capital já comprovado escasseiam. Às vezes, trata-se de estratégia, como fez o Avante, incapaz de atrair esses nomes de mais peso, que apostou em um pacto de candidatos de médio porte, daqueles que bateram na trave em eleições anteriores, conseguindo votações razoáveis, mas sem conseguir os cargos que pleiteavam.
Esse quadro já prevalecia até uma semana antes do prazo de filiação e foi acelerado pela revoada de candidatos que, em dúvida sobre a força dos companheiros de chapa, preferiram correr para nominatas mais seguras.
Foi o caso do PSD, nacionalmente forte, mas que deixou de atrair nomes já testados e, em consequência, perdeu os que já tinha. Claro que podem ainda ocorrer surpresas, como foi Bia Kicis, para deputada federal na eleição passada.
Fora isso, a aposta em nomes novos pode facilmente malograr.