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Do Alto da Torre
Do Alto da Torre

O glorioso PTB tem fim irônico na capital

Em 2022, não atingiu o quociente de votos necessário para sobreviver e teve de se fundir com legendas ainda menores e virar PRD.

Eduardo Brito

06/04/2026 18h02

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Lucas Kontoyamos crédito Arquivo Pessoal

Fundado por Getúlio Vargas e depois liderado por João Goulart e Leonel Brizola, o PTB foi, durante muito tempo, um dos três maiores partidos do País. Minguou durante o reinado do PT e passou a respirar por instrumentos quando foi dirigido por Roberto Jefferson, o inventor do presidenciável Padre Kelman.

Em 2022, não atingiu o quociente de votos necessário para sobreviver e teve de se fundir com legendas ainda menores e virar PRD. No Distrito Federal, teve apenas um distrital, Rogério Morro da Cruz, e viveu atormentado por dívidas.

Seu presidente regional, Lucas Kontoyamis (foto), um especialista em conduzir partidos nanicos, só a muito custo conseguiu anunciar, na semana passada, que conseguira pagar a conta. Mas a festa durou pouco.

No feriadão, Kontoyamis deixou o PRD e se integrou à campanha do ex-governador José Roberto Arruda, filiando-se ao PSD. Rogério Morro da Cruz seguiu o mesmo caminho, mas avisou, ao assinar com o novo partido, que não apoiaria Arruda, mas Celina Leão.

Assim como entrou, o PRB sumiu do mapa brasiliense.

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