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Do Alto da Torre

Nova secretaria: missão impossível

Durante solenidade, o governador reconheceu que “começava capenga”, mas enfatizou que dará uma estrutura mais compatível com a pasta no futuro

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Foto: Renato Alves/Agência Brasília
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Lucas Valença
lucas.valença@grupojbr.com

O governo parece ter acertado ao criar a Secretaria da Pessoa com Deficiência. O problema talvez possa estar na quantidade mínima de recursos. Autoridades públicas procuradas comentaram à coluna que acreditam que a nova pasta tem tudo para ser um ponto de grande aprovação da gestão, mas com a pequena estrutura, Iolando Almeida (foto) terá dificuldades. Esta coluna, no entanto, torce pelo empoderamento do segmento que representa mais de 600 mil brasilienses.

Disparo audível

Em seu discurso, o futuro secretário “soltou a direta”, como comentou uma das presentes. “(A nova pasta) Praticamente é deficiente. Não tem braço nem perna”, disparou. Em resposta, o governador reconheceu que “começava capenga”, mas enfatizou que dará uma estrutura mais compatível com a pasta no futuro. Parece que o começo da gestão funcionará como um teste. Caso consiga uma boa aprovação, em 2020 um número maior de recursos deve chegar.

Substituto político

Assume o cargo de distrital o suplente e atual administrador de Vicente Pires, Daniel de Castro. Ele deve ficar no mandato por 30 dias e depois retorna à cidade para entraegar parte das obras da região. Neste meio tempo, ele promete disposição para tocar as “pautas bombas” do governo. A avaliação é de que, por ser suplente, um desgaste não o afetaria tanto.

Repercussão negativa

Pessoas próximas e do convívio do deputado federal Luiz Miranda (DEM) acreditam que o reflexo negativo das suspeitas que têm atingido o democrata podem afetar os processos que o parlamentar responde. A crença gira em torno da força da opinião pública que, na prática, poderia acabar impactando diretamente uma possível decisão vinda do Judiciário. Em resumo, Miranda vai precisar administrar os ânimos do poder vizinho.

Oportunidade turística

Brasília começa a sediar hoje o Grand Slam de Judô. O campeonato é considerado o segundo mais importante do esporte e deve reunir cerca de 300 judocas. 58 nações também serão representadas na competição que deve ser utilizada pelo Buriti como uma vitrine para o turismo esportivo local. O evento havia passado por uma reviravolta, mas acabou chegando à capital federal.

Economia Legislativa

Sem muita repercussão feita pela própria Casa, a Câmara Legislativa chegou a devolver R$ 25 milhões aos cofres do governo local por meio de dois projeto que foram aprovados na terça (10). Segundo informações do próprio poder, o valor corresponde à economia nos gastos com verba indenizatória e outras despesas da estrutura da CLDF. O presidente Rafael Prudente (MDB) voltou a garantir que novos recursos serão entregues ao Buriti até o fim do ano.

Defesa contundente

Em São Paulo o presidente do Sebrae-DF, Valdir Oliveira, se encontrou com o assessor especial do ministro Paulo Guedes, Guilherme Afif, para discutir a situação das micro e pequenas empresas do segmento da Beleza. A pressão está em cima do GDF para que mantenha a retirada da substituição tributária, que já chegou a afetar o setor no passado. Um vídeo dos dois chegou a ser gravado e já circula no meio empresarial local. A pressão será forte.


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