Pela primeira vez como governadora, Celina Leão reuniu todos os distritais de sua base em um almoço no Buriti.
Foi um encontro para atualização de todas as partes, a começar pelo déficit orçamentário do governo brasiliense, já calculado pelo novo secretário de Economia, Valdivino Oliveira, em aproximadamente R$ 2,7 bilhões.
Celina avisou que esse déficit deverá ser zerado até o final do ano, o que terá implicações no aperto de cintos.
A governadora anunciou também a adoção de um programa especial para redução das filas de espera para cirurgia na rede hospitalar pública.
Como a força de trabalho do governo é insuficiente para acelerar o atendimento no nível esperado, a Secretaria de Saúde promoverá um esforço coletivo com profissionais de toda a rede privada e, ainda, do chamado terceiro setor.
Há precedentes, mostrou Celina: o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, adotou com êxito um mutirão semelhante, conseguindo proceder a 3 milhões de cirurgias.
A governadora também comunicou aos distritais que quer acelerar o asseio da casa, turbinando o DF Presente, com serviços de zeladoria em todas as regiões administrativas.
Câmara acelera projeto de Robério
A Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle da Câmara Legislativa aprovou, logo antes da reunião dos distritais com o Buriti, na manhã desta terça-feira, 14, dois projetos de lei apresentados pelo deputado Robério Negreiros (foto).
O primeiro deles, de número 1189/24, cria um banco de dados de gestão e situação dos equipamentos hospitalares da rede pública, bem na linha agora adotada por Celina Leão.
O segundo, o PL 1911/25, proíbe a publicidade e propaganda de plataformas eletrônicas de apostas (bets) e jogos de azar em contratos com o Executivo e o Legislativo do DF.
De acordo com Robério, o PL 1189/24 visa instituir um banco de dados para melhorar a gestão dos equipamentos hospitalares, permitindo uma visão clara e atualizada das necessidades dos hospitais públicos.
Ao exigir que as unidades insiram e atualizem informações relativas aos seus equipamentos, Negreiros acredita que será possível garantir uma base de dados robusta, que pode ser utilizada para diversas finalidades, desde a manutenção preventiva até a substituição de equipamentos obsoletos.
“Este nível de detalhamento é essencial para que a Secretaria de Saúde possa elaborar relação de prioridades para aquisição e distribuição de equipamentos”, explicou Negreiros.