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Do Alto da Torre

Mudança no SIG: relator da CCJ já está definido e diz não ter pressa

Reginaldo Veras (PDT/foto) é conhecido nos corredores da CLDF como “demolidor de projetos” e não parece ter pressa

Publicado

em

Lucas Valença
lucas.valenca@grupojbr.com

Mudança no SIG

Depois de ter recuado, o governador Ibaneis Rocha voltou a enviar à Câmara Legislativa o projeto que modifica a destinação dada ao Setor de Indústrias Gráficas (SIG). A versão anterior não trazia um estudo de impacto de trânsito, necessário para a apreciação pelo parlamento. Distritais, no entanto, já estão de olho, já que um projeto que retorna duas vezes à Casa expõe um interesse especial do governo. Só que o clima entre Poderes não é dos melhores.

No meio da rinha

Na avaliação de integrantes do Legislativo e até do próprio governo, o governador também se coloca em meio a um “fogo cruzado” de interessas da sociedade. Por isso, avalia-se que, quanto antes se decidir o assunto, melhor.

O “demolidor”

 

 

Por outro lado, o Buriti pode sofrer um desgaste na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O presidente do órgão, Reginaldo Sardinha (Avante), já escalou o integrante mais rigoroso para relatar o tema. Reginaldo Veras (PDT/foto) é conhecido nos corredores da CLDF como “demolidor de projetos” e não parece ter pressa. Já está sendo estudada por ele a presença na comissão de urbanistas da UnB e representantes do Iphan. “Não passa atropelado”, garantiu Veras.

Reconstrução do banco

O balanço semestral apresentado pelo Banco de Brasília (BRB), comandado por Paulo Henrique Costa (foto), trouxe dados interessantes a serem analisados. Com a intenção de expandir primeiramente para o Centro-Oeste, o banco apresentou uma melhora surpreendente nos índices, mas ainda há muito o que apresentar. No geral, avanço.

Números ainda precisam avançar

Em meio aos números positivos, está a perda das transações financeiras decorrentes de pessoas jurídicas (-4.7% entre semestres). A melhora do indicador deve ser buscada para o próximo balanço. O crédito fornecido às pessoas físicas, no entanto, deve ser incentivado pelo banco. Pela segurança, créditos imobiliários são o “principal”.

Lançamento previsto

O GDF e o BRB devem anunciar o projeto Feira Legal nos próximos dias. A parceria procura “qualificar o espaço” dos mercados da cidade que em muitos casos acabaram se tornando ociosos. Será feita uma parceria com a iniciativa privada e o banco deve entrar com condições de negócios mais favoráveis aos feirantes. O modelo de PPP, porém, não deve ser implementado.

É impositiva!

Para evitar incerteza quanto a se as emendas parlamentares serão ou não executadas, um Projeto de Emenda à Lei Orgânica, do distrital Reginaldo Sardinha (Avante), já vêm sendo articulado para se votar na Câmara Legislativa. O movimento pela aprovação tem crescido.

Correção de problema

Em meio a reclamações de integrantes da própria base aliada, de que não estão sendo contemplados com as emendas que são impositivas, o texto procura corrigir um problema em um dos artigos da Lei Orgânica, que abre brecha para que o Executivo negue recursos. Caso aprovado, não terá jeito: R$ 19 milhões terão de ser pagos por cada deputado.

Escolha permanente

A lista sêxtupla da OAB/DF para a escolha do próximo desembargador do TJDFT será divulgada amanhã. Os membros da advocacia começam a ir às urnas para definir os nomes. A apuração dos votos será feita assim que o sistema fechar amanhã às 18h. Trinta e três mil profissionais inscritos na OAB/DF estão habilitados a votar.

Cidades arborizadas

Por conta das várias obras em Vicente Pires, inúmeras árvores da cidade foram retiradas ou cortadas. Muitas delas, sem o cuidado necessário, como enfatizou um integrante palaciano. Para evitar problemas futuros, uma política de replantio deve começar em novembro. Ao total, o governo planeja plantar duas mil árvores na cidade e mil na marginal da Estrutural.

Capital federal

A ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, quer transformar Brasília em palco para o lançamento dos projetos do ministério. Já há conversas com o Buriti para que os anúncios sejam feitos em eventos abertos para depois serem aplicados em âmbito nacional.


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