Tudo indica que alguma coisa errada está enterrada no espaço destinado ao mais que discutível projeto do chamado Museu da Bíblia. Por mais elevado que seja o objetivo dos defensores da obra, ela nem começou, mas já sofre uma sequência de denúncias.
Agora, o Tribunal de Contas do Distrito Federal determinou que a Secretaria da Cultura apresente explicações sobre possíveis irregularidades no projeto do museu, como aumento no valor da obra e suposta violação à isonomia da licitação.
O TCDF analisou a representação de dois deputados distritais à Câmara Legislativa, que apontou aumento de custos na licitação. O orçamento previsto para 2025 foi de R$ 74 milhões, valor 184% maior em relação ao de 2021 (R$ 26 milhões).
Muito dinheiro para construir um espaço que sequer tem um acervo definido a preservar e constitui pouco mais do que um compromisso político.
Para complicar, a representação apresentada por parlamentares aponta que o projeto vencedor foi desconsiderado, enquanto o segundo colocado recebeu preferência, com direito a ajustes imediatos no valor da proposta.