Hoje secretário de Economia Verde do Ministério do Desenvolvimento, o ex-governador Rodrigo Rollemberg está se aventurando por áreas inóspitas. Participou nesta terça-feira, 20, de um seminário promovido pelo seu ministério e pela Confederação Nacional da Indústria sobre o mercado regulado de carbono.
A CNI defende a implementação de um sistema regulado de comércio de emissões. Em tese, isso pode criar instrumento para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e, também em tese, tem potencial de movimentar até R$ 128 bilhões em receitas.
Mas a própria CNI admitiu, nesse seminário, que a condição para isso “é um mercado de carbono que converse com o ambiente internacional”. Ou seja, ainda segundo a CNI, “que a gente tenha uma conexão com mercados mais maduros e estabelecidos no contexto internacional”.
O problema está em que essa conexão hoje é exatamente zero. Rollemberg até falou do que seria uma proposta do governo construída por dez ministérios, ouvindo a sociedade civil e o setor produtivo, com mobilização do governo e do setor privado para a aprovação da matéria, mas não há absolutamente nada de concreto.
É preciso construir uma legislação com regras claras e segurança jurídica. Mas a conexão com o mercado externo simplesmente inexiste.