Como esta coluna antecipou, distritais estão correndo atrás de novas legendas que aumentem suas expectativas de reeleição. A lógica é fugir dos partidos onde há numerosos candidatos com núcleos eleitorais fortes, para não serem ultrapassados dentro da própria legenda, mas evitando os partidos nanicos demais, quando é muito elevado o risco de não conseguirem atingir o quociente eleitoral e, portanto, de não elegerem ninguém.
Seguindo esse rumo, o distrital Jorge Vianna (foto) se filiou a um certo Democrata. Espanto geral na Câmara Legislativa. Ninguém tinha ouvido falar nessa legenda.
Pensaram até que fosse um engano de tempo, pois o tradicional PFL, durante um curto espaço de tempo, rebatizou-se como Democratas e adotou a sigla DEM. Mas não é nada disso.
Democrata foi o nome adotado há pouco por um certo Partido da Mulher Brasileira, que nunca elegeu ninguém. Chegou a ter um deputado federal, um só, e homem, um dissidente do PT que se abrigou na legenda por uns tempos.
Não se conhecem ainda eventuais companheiros de Vianna na nova chapa. O distrital, que é enfermeiro profissional, conta com grande apoio no segmento de saúde e, portanto, com os votos do setor.
Mas precisa ultrapassar o quociente eleitoral.