Definido por seu criador Gilberto Kassab como “um partido que não é nem de direita e nem de esquerda”, o PSD costuma dar autonomia às direções regionais para discutir apoios e coligações, tanto que, na Bahia, o partido apoia Lula para presidente, enquanto, em São Paulo, se vincula ao governador declaradamente bolsonarista.
A mesma liberdade vale para seus candidatos a eleições proporcionais, que podem escolher, eles próprios, os nomes que apoiarão na majoritária. Isso vale também, é claro, para o Distrito Federal.
O partido tem um pré-candidato a governador convidado pelo próprio Kassab, José Roberto Arruda, que esteve com o presidente regional Paulo Octávio em uma solenidade de filiações. Foi o que bastou para cabos eleitorais de Arruda anunciarem que Paulo Octávio dera apoio formal a ele.
Ex-senador e ex-governador, Paulo Octávio negou. “Eu não estou dando apoio a ninguém. É cedo, as coisas vão acontecer com o tempo. Por enquanto, veja bem, nós temos um compromisso com a Celina Leão. O André (referindo-se a André Kubitschek, seu filho) está na Secretaria da Juventude do atual governo, apesar de divulgarem que ele já saiu. Só sai dia 28 deste mês. E já dizem que ele vai para a oposição. Nada disso. Não tem nada ainda”.
Provavelmente, mesmo depois, não haverá oposição ao governo Ibaneis e nem à sua candidata, a ainda vice Celina Leão. Candidato a distrital, André Kubitschek é, hoje, secretário da Juventude e tem ótimas relações com Celina Leão.
O mais provável é que pai e filho, dentro do espírito de liberdade do PSD, mantenham esse relacionamento positivo.