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Do Alto da Torre

Judiciário provocado

O governador do DF, Ibaneis Rocha, pode transferir, momentaneamente, a gestora de Taguatinga, Karolyne Guimarães, para um freio de arrução em Aguas Claras

Publicado

em

Lucas Valença
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Conforme a coluna já havia noticiado, o excesso de burocracia imposto pela administração de Águas Claras, comandada por Ney Robsthon, levou representantes da iniciativa privada a recorrerem ao Judiciário. Eles obtiveram uma decisão momentânea favorável que pode beneficiar mais de 100 empresários da região que buscam obter a chamada Outorga Onerosa de Alteração de Uso (Onalt) junto à administração.

Influências em disputa

Há a expectativa de que o governador Ibaneis Rocha (MDB) transfira, momentaneamente, a gestora de Taguatinga, Karolyne Guimarães, para “arrumar a casa” na administração vizinha. Próxima do comando palaciano, a advogada é tida como uma “curinga” e deve ajudar o Buriti a evitar críticas do setor produtivo. Ney Robsthon, no entanto, é próximo de Rose Rainha, ex-presidente do MDB Mulher, partido do governador.

Vitória de Pirro I

O número reduzido de cargos previstos para a Secretaria da Pessoa com Deficiência, que deve ser criada, eleva o risco do distrital Iolando Almeida (PSC) caso realmente assuma a pasta. Por mais que a criação seja um ganho político importante, distritais e assessores acreditam que uma permanência longa do parlamentar no posto pode vir a ser prejudicial à sua imagem.

Vitória de Pirro II

Além dos 14 servidores prometidos, o futuro
gestor assume sem autonomia na própria
pasta, já que os recursos, o jurídico e outros setores da secretaria, estarão sob o comando da Casa Civil. Na avaliação de muitos, Iolando ganhou um “carro sem motor”.

Disputa por cargos

Com o parecer da Comissão de Constituição e Justiça aprovado pelo plenário da Câmara Legislativa, as nomeações do presidente e vice da Junta Comercial passam à legalidade. Os nomes se encontravam engavetados pelo próprio governo que, nos bastidores, enfrentava uma disputa feroz pelas dezenas de cargos vinculados ao órgão.

Recuo estratégico

Em mais uma tentativa falha de se votar a alteração no ICMS, que tramita na Câmara Legislativa desde antes do recesso parlamentar, o governo optou por adiar a votação no plenário e deve enviar uma modificação no texto para evitar interpretações dúbias. Caso o projeto atual fosse aprovado, a perda no caixa do GDF poderia chegar a até R$ 50 milhões por ano.

Educação em chamas

O congelamento dos recursos repassados às instituições federais de ensino começa a prejudicar universidades em vários estados brasileiros. As alternativas impostas aos gestores tem demonstrado a irresponsabilidade com que o Ministério da Educação (MEC) trata o tema. No calor do Recife, por exemplo, as salas de aulas da Universidade de Pernambuco já estão funcionando sem ar condicionado. A economia também se estende ao pagamento dos terceirizados.

Contagem iluminada

As principais avenidas de Vicente Pires – em obras até 2020 – devem receber um novo sistema de iluminação que já foi implantado em outras cidades do DF. Um “trabalho de formiguinha” já se iniciou para “contar” o número de lâmpadas que estejam queimadas para trocá-las pelo sistema de LED. As novas luzes devem abranger todas as dez principais vias da cidade.
Um grupo de trabalho que deve reunir várias pastas do governo deverá ser criado no Buriti para discutir a melhora da iluminação pública no DF.

Mudança colorida

Criticada pelo establishment do PT-DF, a candidatura do paraense Fernando Assunção, conhecido como “Djavan”, à liderança da legenda, tem sido inspirada na “revolução colorida” promovida pelo Partido Democrata nos EUA e é considerada por muitos como uma opção de “renovação”. No país norte-americano, o movimento elegeu uma bancada expressiva de jovens, negros, latinos, mulheres e integrantes do movimento LGBTs.


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