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Do Alto da Torre
Do Alto da Torre

Hamas vira tema para política brasiliense

Ela lembra que PT e PSOL apoiaram manifestação feita na Esplanada dos Ministérios esta semana – depois, portanto do ataque do Hamas

Eduardo Brito

11/10/2023 19h01

Sempre ela, a deputada brasiliense Bia Kicis transformou o ataque do Hamas a Israel em tema para a política local.

Fez questão de dizer que “o mais assustador, no caso da esquerda, é que mesmo diante de cenas horripilantes da mais terrível barbárie, eles não se constrangem em ainda defender o Hamas, o terrorismo, o assassinato de bebês, estupro de mulheres, tortura de civis e o extermínio de famílias inteiras.

Ela lembra que PT e PSOL apoiaram manifestação feita na Esplanada dos Ministérios esta semana – depois, portanto do ataque do Hamas – em “ato de apoio à Palestina e contra os crimes do apartheid israelense”. Para Bia, o apoio ao Hamas “é demoníaco”.

Como grupo terrorista

Na Câmara Legislativa, lembrava-se nesta quarta-feira, 11, que pelo menos dez membros do PT ligados ao presidente Lula (entre eles dois ministros do atual governo), além de entidades aliadas ao partido, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, MST, e a Central Única dos Trabalhadores, CUT, já se posicionaram abertamente contra classificar o Hamas como um grupo terrorista.

Além do PT, a carta também foi assinada por deputados do PSOL, PCdoB e PSB, agora partido do vice-presidente Geraldo Alckmin. Mas a defesa dos petistas é fácil. A manifestação contra declarar o Hamas terrorista foi feita em resposta a iniciativa europeia de três anos atrás.

Dos dez petistas que se associaram a esse ato, seis condenaram agora o ataque, inclusive os dois ministros – Alexandre de Moraes e Paulo Pimenta – mesmo evitando associar o nome do Hamas aos atos terroristas que agora condenam.

Escorregão

O distrital Joaquim Roriz Neto subiu à tribuna da Câmara Legislativa para rebater discursos de distritais da esquerda que apoiam a causa palestina contra Israel, mesmo depois do ataque do Hamas. Mas escorregou nas informações, ao incluir entre seus argumentos a afirmação de que o Hamas teria decapitado 40 bebês israelenses.

A informação, no entanto, não foi confirmada até agora pelo Exército de Israel, como noticiam agência internacionais. Mesmo assim tem sido reproduzida livremente em muitas tribunas, e não só na Câmara Legislativa.

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