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Do Alto da Torre

Executivo local planeja lançar um Refis, no meio do próximo ano

O programa de refinanciamento deve contemplar dos menores aos maiores devedores da capital e oferecer condições especiais de desendividamento

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Lucas Valença
lucas.valenca@grupojbr.com

Refis “agressivo”

O Executivo local planeja lançar um Refis, no meio do próximo ano, considerado pela equipe econômica do governo como “agressivo”. O programa de refinanciamento deve contemplar dos menores aos maiores devedores da capital e oferecer condições especiais de desendividamento. Por outro lado, a abrangência do modelo pensado deve ser compensado pelo caráter unitário da decisão. Há a garantia de que o Refis de 2020 será o único da atual gestão.

Controle fiscal

O aumento das desonerações fiscais deste ano, como já relatado pela coluna, deve ser controlado pela Secretaria da Economia, garantiram interlocutores da pasta. A diminuição dos benefícios, no entanto, será aos poucos e deve se prolongar pelo mandato. Até o fim da gestão, o comando palaciano pretende enxugar as renúncias que não estejam surtindo o efeito esperado. As vantagens de longo prazo são as mais visadas.

No alerta para evitar o alerta

A equipe econômica também vem lutando para que os gastos com a folha de pagamento dos servidores do GDF, que voltaram a crescer no 2º quadrimestre do ano, quando representou 43,26% da receita corrente líquida, se mantenham abaixo do limite de alerta definido em 44,10%. A expectativa, porém, está em torno do relatório de dezembro.

Faça-se justiça

Foi a gestão passada, comandada por Rodrigo Rollemberg (PSB), que controlou o gasto com pessoal. Com relação à folha, o pessebista passou por um período de instabilidade no pagamento dos servidores após receber a chave da capital de Agnelo Queiroz, mas conseguiu, no decorrer do mandato, diminuir os gastos e entregar um cenário melhor ao gestor seguinte.

Prevendo as chuvas

A administração regional do Sudoeste/Octogonal tem reparado as bocas de lobo do local. A medida deve amenizar os transtornos que podem vir a ser causados com o início do período de chuvas na capita, já anunciada pela meteorologia. Operações de tapa buraco também foram incentivadas pelo administrador Mário de Oliveira.

Saúde contemplada

Uma das emendas individuais do senador José Reguffe (Podemos/foto) ao orçamento de 2020 da União deve ampliar e reformar os centros de oncologia, hematologia e radioterapia do Hospital de Base da cidade. A verba impositiva no montante de R$ 6.3 milhões deve custear a construção de 24 novos consultórios com equipamentos mais modernos.

Melhora nos índices

Atualmente o número de consultas/mês dos respectivos centros do Base gira em torno de 2200, mas com a destinação dos recursos, a quantidade de consultas deve mais do que dobrar e alcançar 4500 por mês. Também há a possibilidade de diminuir o tempo entre o diagnóstico e a primeira consulta do local de 30 para sete dias.

Definição de emendas

A reunião dos representantes federais do DF ontem definiu a destinação de 15 emendas de bancada, sendo quatro não impositivas. De forma igualitária, cada parlamentar ficou responsável por destinar pouco mais de R$ 22 milhões. O encontro foi liderado pelo líder da bancada, senador Izalci Lucas (PSDB/foto), que deve levar as definições à Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional.

Lista definida

Ao contrário das impositivas, as quatro emendas não obrigatórias podem ter sua destinação modificada pelo governador em exercício, mesmo com a finalidade carimbada. Os recursos devem construir quatro Casas da Mulher Brasileira na capital, reformar a principal via da Ceilândia, disponibilizar verba ao Instituto Federal de Brasília, entre outros.


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