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Do Alto da Torre

Exclusivo: estudo revela baixa representatividade feminina na política brasileira

O DF lidera o ranking como o ente da federação que mais possui mulheres em cargos eletivos do Brasil. O material, no entanto, ainda não está concluso

Lucas Valença

Publicado

em

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Um estudo que vêm sendo elaborado pela Procuradoria da Mulher do Senado Federal, obtido com exclusividade pela coluna, expõe a defasagem da representatividade feminina na política do país. Com dados de 2019, o Distrito Federal lidera o ranking como o ente da federação que mais possui mulheres em cargos eletivos do Brasil. O material, no entanto, ainda não está concluso.

O documento compara a participação das mulheres com relação ao número “total de cargos eletivos”, como enfatiza o texto. Só que mesmo o DF, que possui o maior percentual de cargos ocupados pelo gênero, o índice ainda é considerado baixo, 25%. Ou seja, a cada quatro candidatos eleitos, apenas um é do sexo feminino.

O vizinho brasiliense, o Goiás, está em 19º no ranking com 11,6% de cargos ocupados por políticas. O percentual é bem inferior ao do DF.

Em último do ranking está o Espírito Santo com apenas 8,6% de representatividade feminina. O Estado se aproxima, no entanto, do índice médio apresentado pelo Sudeste (de 9,6%), que possui o menor percentual das cinco regiões brasileiras.

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O estudo também traz o número de mulheres nos diferentes cargos eletivos do país. A percentagem total de senadoras é de 13,5%, mas 16 Estados brasileiros não possuem mulheres ocupando uma das três cadeiras da Câmara Alta. Para deputados estaduais, a média fica em 15,5%, pouco acima do percentual de cadeiras femininas nos municípios. 11,6% das prefeituras do país são representadas por mulheres e 13,5% das Câmara municipais por vereadoras.

O índice mais alarmante é o de governadora, que só possui uma representação, no Rio Grande do Norte. Fátima Bezerra (PT) impediu que o índice atingisse o patamar zero, mas, neste quesito, o país ficou com 3,7% de representatividade.

Na Câmara federal apenas 14,8% das luxuosas cadeiras são ocupadas por deputadas. Neste índice, a capital federal apresenta o melhor percentual de cadeiras femininas, com 62,5%.

A coluna, no entanto, reforça que o material da Procuradoria da Mulher do Senado Federal ainda está em fase de finalização.

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