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Do Alto da Torre

Eleições: um olho no Buriti e outro no Senado Federal

Suplente do senador Izalci Lucas, o advogado Luís Felipe Belmonte monta estratégia para estrear no tapete azul do Senado Federal. Falta combinar com os russos

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Lucas Valença
lucas.valença@grupojbr.com

Comendo pelas beiradas

Circula pelos bastidores da política e do empresariado local que o advogado Luís Felipe Belmonte (foto) estaria “financiando” blogs, rádios e jornais pequenos da cidade em um movimento para chegar em 2022 com força para tentar eleger o senador Izalci Lucas (PSDB) ao governo do DF. Como suplente, o advogado assumiria a vaga de senador pelos quatro anos restantes. Belmonte nega.

Blogs comentam

Em tempos de seca, blogueiros que conversaram com a coluna enfatizaram que os “apoios privados” são bem-vindos e alegaram que todo esse possível movimento também teria como alvo o governador Ibaneis Rocha (MDB), pivô de conflitos que envolveram a mulher do suplente, Paula Belmonte.

Escolhas infiéis

Integrantes do meio político, que falaram à coluna, ainda não dão como certo um apoio de Belmonte à possível candidatura de Izalci. Acreditam que caso o advogado perceba que o senador não consiga “decolar” durante a pré campanha, existe a possibilidade de o próprio Belmonte se lançar candidato no próximo pleito.

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E o que diz Belmonte?

Procurado pela coluna, Felipe Belmonte negou qualquer tentativa de supostamente financiar pequenos veículos de comunicação da cidade. O advogado também disse não estar “vinculado, nem ter compromisso” com uma possível candidatura do senador Izalci Lucas ao governo do DF.

“Se ele for eleito, será por conta própria. (…) Não tenho nenhuma movimentação nesse sentido, até porque não preciso assumir o Senado”, afirmou.

Prioridade máxima

Os projetos da Lei Orçamentária Anual (LOA) e do Plano Plurianual (PPA) chegaram ao Legislativo local na sexta passada (13), mas ainda devem ser distribuídos aos gabinetes. A articulação do governo será posta à prova com as discussões em torno da LOA que, como sempre ocorre, deve contar com um número grande de emendas dos distritais.

Experiência em campo

Entra em cena um dos deputados mais experientes da Câmara. Agaciel Maia (PL) é o presidente da Comissão de Orçamento (CEOF) e deve conduzir parte das negociações da LOA, inclusive com os técnicos da Casa legislativa. Nos bastidores, circula a crença de que as reclamações do governador Ibaneis Rocha (MDB) devem diminuir. “Agora, o orçamento é dele, não do Rollemberg”, lembrou um distrital.

Em busca de espaço

O presidente do MDB local, Rafael Prudente, tem feito um périplo nas diversas regiões administrativas do DF. O também presidente da Câmara Legislativa tem procurado renovar o partido em âmbito local com uma proximidade maior comm a juventude. A maratona em busca de um crescimento da legenda também conta com a atuação da secretária Ericka Filipelli junto ao MDB Mulher. Em poucos meses, foram mais de duas mil filiações.

Nomeado, mas falta assumir

Ainda como distrital, Iolando Almeida (PSC) deve assumir a secretaria da Pessoa com Deficiência só na próxima segunda (23). O momento ainda é de transição e o parlamentar teria, depois de nomeado, até 30 dias para assumir a função.

Sede momentânea ainda demora

A sede momentânea da secretaria, que será na Biblioteca Nacional, só tem previsão de ficar pronta no fim de outubro. Enquanto isso, o novo secretário deve utilizar parte dos recursos da Casa Civil, que ficará com o real comando da pasta. Iolando deve aproveitar também esse meio tempo para circular e ouvir pessoas.

CPI do feminicídio

Está prevista para hoje a publicação no Diário Oficial da Câmara Legislativa a criação da CPI do feminicídio que contou com a assinatura de 19 distritais. A criação não teve movimento contrário de representantes do Buriti, mas a condução de CPI sempre é imprevisível. Amanhã, deve sair o coeficiente de cada partido que deve compor a comissão.

Dias longos de seca

Por conta do excesso de calor e seca em Brasília, as vendas de aparelhos de ar refrigerado subiram 6% desde o fim das chuvas e o início do nosso clima desértico. A estimativa inicial produzida pelo Sindvarejista era de 4,5% contra 4,2% registrado no ano passado. As últimas chuvas atingiram o DF no dia 4 de junho. Já são 106 dias sem chuva, e a capital parece caminhar para bater o recorde de 1963 quando a então recém construída capital ficou na seca por 164 dias.

Recursos de emendas

O distrital Robério Negreiros (PSD) destinou recursos, via emenda parlamentar, para a compra de ônibus para a TCB, uma das empresas de transporte urbano do DF. O pedido de renovação da frota havia sido feita pelo diretor presidente da companhia, Chancerley Santana, depois que uma licitação de compra foi deflagrada pela empresa.


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