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Do Alto da Torre

“Dízimo” é considerado desvio de dinheiro público

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Situação semelhante à acusação que sofre a deputada distrital Sandra Faraj (SD), suspeita de cobrar um terço dos salários dos servidores indicados e nomeados por ela, passou o ex-jogador de futebol Jardel (foto), eleito deputado estadual no Rio Grande do Sul em 2014. O antigo ídolo do Grêmio foi acusado pelo Ministério Público regional de reter até R$ 30 mil dos servidores comissionados do gabinete dele. Desde 2005, a prática é considerada pelo Superior Tribunal Eleitoral (STE) como desvio de dinheiro público.
Mandato perdido
O destino de Jardel foi a perda do mandato, sacramentada em dezembro de 2016 por unanimidade. Os colegas dele, da Assembleia Legislativa, em Porto Alegre (RS), computaram 51 votos a favor da cassação e nenhum contra.
Será?
Até o momento, a Câmara Legislativa do DF não dá sinais de que possa combater os indícios de corrupção da mesma maneira. O processo que pede a cassação de Sandra Faraj na Casa, após a suspeita de ter embolsado verba indenizatória, está parado nas mãos do corregedor da Casa, Juarezão (PSB), há cerca de dois meses. O prazo para que ele entregue o relatório que vai indicar – ou não – a cassação da parlamentar se encerra em 11 de maio
“Nunca escondi o desejo de voltar ao Congresso”
Oficialmente de um partido de oposição à atual gestão, o deputado distrital Agaciel Maia (PR) é um dos principais articuladores do governador Rodrigo Rollemberg na Câmara Legislativa. Nos corredores e no Plenário, é tratado como líder do governo, de fato, e defensor de primeira hora do Palácio do Buriti. Ele diz que está do lado da população, embora reconheça que tenha uma relação “muito boa” com o governador Rodrigo Rollemberg. Na entrevista a seguir, ele diz que o trabalho como parlamentar “está acima de questões partidárias” e que seus planos, embora dependam do PR, são de voltar ao Congresso Nacional.

O senhor é o grande articulador do governador Rodrigo Rollemberg na Câmara Legislativa. E tem sido chamado até de líder do governo de fato. Como é sua relação com o Palácio do Buriti?

Minha relação com o governador é muito boa. Meu trabalho está acima de questões políticas ou partidárias. E sim no interesse da população. Se os projetos do Executivo atendem à população, estou pronto para ajudar. Se não, sou contra. Quem devolveu ao governo, no ano passado, o projeto que tratava do aumento do IPTU fui eu, como Presidente da Comissão de Orçamento e Finanças.
Quando se articulou para as eleições da Mesa Diretora, o senhor recebeu apoio irrestrito do governador. Da mesma forma, quando foi reeleito para o comando da Comissão de Orçamento e Finanças (CEOF), mesmo sendo do partido do ex-governador José Roberto Arruda, um dos opositores de Rollemberg. Como isso pode ser possível?
Já fui eleitos outras três vezes para a presidência da Comissão de Orçamento e Financas, inclusive nos primeiros dois anos do governo anterior. Portanto, na eleição da CEOF, tenho a agradecer aos deputados que acreditam e confiam no meu trabalho.
Como o senhor avalia a gestão Rollemberg?
Ele recebeu um governo cheio de problemas e até agora faz um grande esforço para arrumar as finanças do DF, mesmo com sacrifícios pessoais e, principalmente, políticos.
Quais os seus planos para 2018? Como o seu partido deve se posicionar em relação à atual gestão?
Meu destino político depende do Partido da República, o PR, nunca escondi o desejo de voltar ao Congresso Nacional, onde trabalhei 33 anos de minha vida.




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