Siga o Jornal de Brasília

Do Alto da Torre

Cúpula do Buriti estuda novas estratégias para privatizações

A ideia de se fazer uma oferta pública inicial, conhecida como IPO, minoritária, não deve ter uma boa aceitação no mercado

Avatar

Publicado

em

PUBLICIDADE

Com dificuldades de articulação na Câmara Legislativa, a cúpula do Buriti estuda mudar de estratégia para entregar as empresas públicas à iniciativa privada. A ideia de se fazer uma oferta pública inicial, conhecida como IPO, minoritária, não deve ter uma boa aceitação no mercado. O risco, é de leilão vazio. Uma coisa é certa, 2020 é ano de eleição e o tempo tem ficado escasso.

Vendendo pelas beiradas

A intenção é de se fazer uma “privatização branca”, como contou um integrante palaciano. Nesta concepção, o Estado venderia suas ações aos poucos até perder o controle da companhia. O problema é que as variantes não agradam ao empresariado. Dificilmente a privatização ocorreria neste mandato e conflitos com a própria CLDF e com o Ministério Público seriam inevitáveis.

Mercado: “sem chance”
Agentes de mercado, procurados pela coluna, acreditam que o IPO minoritário não é palatável, até porque, não seria atrativo para o BNDES. Eles contam que já há candidatos de olho nas possíveis privatizações. Entendem, porém, que este modelo não deve vingar.

Divisão empresarial I

Representantes empresariais do DF se mostraram divididos. Os que defendem a possibilidade reconhecem que não seria “o modelo ideal”, mas ressaltam que a adesão depende da forma com que será feita a divisão da gestão. Assim, se o Estado permitir a contribuição privada no controle da gestão, os particulares poderiam aderir ao IPO.

Divisão empresarial II

Os descrentes, contudo, alegam que o modelo não resolve o principal problema das empresas. Por mais que o atual governo defenda uma gestão mais ativa, a política é volátil e o próximo gestor pode não manter a mesma lógica gerencial. Além do “choque de gestão”, um aporte grande de recursos para investimentos é defendido por essa perspectiva. Um questionamento resume tudo. “Quem vai confiar seu dinheiro num risco desses?”, exclamou um dos líderes.

Opções políticas

Políticos no Legislativo local já questionam ao governo a razão da escolha política de se fazer um Programa de Refinanciamento de Dívidas (Refis) “agressivo” para o próximo ano. Alguns deles, mostram querer a securitização (venda da dívida) como modelo a ser adotado para a arrecadação de recursos. O problema é que dívidas antigas e com pouco lastro não são atrativas para o mercado.

Fidelidade ao partido

Corre nos bastidores da política nacional que interlocutores do presidente Jair Bolsonaro andaram sondando um possível convite para que o senador Izalci Lucas (PSDB/foto) integre a nova legenda a ser criada, o Aliança.O perfil do político brasiliense tem agradado ao Planalto.
No entanto, muitos apostam que o bico do parlamentar tucano é grande demais e que dificilmente ele trocaria de partido.

Internacionalizando as críticas

Em viagem pelos EUA, o líder da minoria, distrital Fábio Felix (PSOL/foto), se reuniu com representantes da Human Rights Watch e da Comissão Interamericana de Direitos Humanos e denunciou supostas imoderações no modelo das escolas militarizadas. As declarações não foram formalizadas, mas podem gerar problemas.

Argumentos usados

Em sua fala, o oposicionista alegou “desrespeito à lei de gestão democrática” (pelo possível atropelo nos debates), “autoritarismo” na implementação e a restrição de “liberdade de expressão” de identidade dos estudantes (inclui as denúncias pontuais de racismo, já apresentadas pela coluna). O distrital também lembrou aos organismos internacionais a ausência de lei específica para a implementação do programa.


Leia também
Publicidade
Publicidade
Publicidade