Tudo resolvido para o general do Exército Marco Edson Gonçalves Dias, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República: embora responsável pela preservação do Planalto, negou qualquer responsabilidade pela destruição do Palácio no dia 8 de janeiro.
O general também negou ter adulterado relatórios da Abin que foram enviados ao Congresso Nacional, ao Ministério Público Federal e ao Ministério Público Militar.
Durante a outiva do general, que durou cinco horas, os distritais membros apertaram o cerco. Antigo aliado do presidente Lula em governos anteriores, o general G.
Dias, como é conhecido no meio militar, disse que não recebeu nenhum alerta de inteligência apontando ameaça de confronto.
“A Segurança Pública do DF assegurava que tudo estava sob controle, que ações especiais eram desnecessárias. Aquele era o cenário no momento em que deixei o expediente no dia 6. As operações de plantão no GSI estavam montadas”, disse.
Nem uma aguinha
G. Dias ficou vendo televisão em casa e, à tarde, começou a se preocupar. Culpa, segundo ele, da Polícia Militar que não fez os bloqueios previsíveis.
“Por volta das 14h, inquieto e preocupado, decidi ligar para o general Carlos José de Assunção Penteado, que era meu secretário-executivo no GSI e que também havia ocupado o mesmo cargo na gestão do meu antecessor, o Augusto Heleno.
O general Penteado me disse que estava tudo tranquilo e que eu não precisava ir até o Palácio do Planalto. Porém, permaneci inquieto e decidir ir”, disse. Outro culpado, o general Penteado. Foi então que G Dias seguiu para o Planalto. Ele se eximiu até de ter algo a ver com a distribuição de água aos baderneiros. “Não servi água para ninguém.
A imagem é de outro major, José Eduardo Natali, e foi gravada às 15h59, enquanto a minha imagem foi gravada às 16h30. Eu não estava junto dele, não servi água e nem fui conivente”, disse. Natali, outro culpado. G. Dias também explicou porque não teria prendido os invasores que aparecem nas imagens das câmeras de segurança do palácio.
“Estávamos com efetivo reduzido em um prédio de 36 mil metros quadrados. A ordem era para prender no segundo andar, preservando os seres humanos. E isso foi feito”, disse.