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Do Alto da Torre

CPI do Feminicídio acirra os ânimos entre posição e oposicionistas

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A primeira reunião da CPI do Feminicídio deixou evidente que os ânimos tendem a esquentar no decorrer das discussões. Vários requerimentos de informação, levados por oposicionistas, foram acatados e devem ser enviados a diversos órgãos da administração pública local, mas a não antecipação das medidas aos colegas irritou os pares.

Divergências iniciais

Atento aos interesses do GDF, o líder do governo, Cláudio Abrantes (PDT/foto), chegou a pedir para olhar cada um dos requerimentos levados pela oposição. Nos bastidores, parlamentares comentavam que seria prudente que tudo fosse acordado previamente entre os membros do colegiado. Fábio Felix defendeu a atitude por considerar ser “mais transparente”.

Estrutura de pessoal

Felix é o relator da CPI e responsável pela minuta do Plano de Trabalho que deve ser praticamente todo acatado. Hoje, os cinco integrantes e o suplente Leandro Grass (Rede) devem se reunir às 9h30 na Câmara Distrital para discutir a equipe técnica que deve atuar nos próximos encontros. Além dos servidores efetivos, a CPI deve contar com as integrantes dos gabinetes e pode vir a requisitar servidores de outros Poderes.

Tentativas políticas

Ao perceber que o clima não era dos melhores, o líder oposicionista deixou os três pedidos de oitivas para serem apreciadas somente no dia 18. Caso aprovados, devem ser convidados para prestar informações o diretor-geral da Polícia Civil e os secretários de Segurança Pública e da Mulher. Em reunião na Polícia Civil no dia anterior, a Civil insinuou que no lugar de a CPI convidar a PC para ir à Câmara, seria melhor que os representantes populares se deslocassem à sede do órgão policial.

Água e óleo

Em pouquíssimas situações foi possível ver as deputadas Paula Belmonte (Cidadania) e Érika Kokay (PT) em convergência. Se nas pautas econômica e de costumes, as parlamentares se mostraram antagônicas, quando se tratou de defender a primeira infância, ambas dialogaram com harmonia. A neutralidade se mostrou na criação da Comissão Externa de Políticas para a Primeira Infância defendida por ambas.

Acadêmicos de ponta

O professor da Universidade de Brasília (UnB), Marcelo Neves, ex-candidato ao Senado pelo PT, foi o primeiro jurista brasileiro a ganhar o Prêmio Humboldt de Pesquisa. A indicação do acadêmico ao prêmio alemão foi feita por sociólogos e juristas do país europeu. O trabalho vencedor enfatizou o problema da exclusão e os limites da diferenciação funcional nos países periféricos.

Balanço BRB

O Banco de Brasília (BRB) apresenta hoje o balanço do 3º trimestre e a expectativa de investidores, procurados pela coluna, é de que a instituição financeira mantenha o crescimento apresentado no relatório passado.


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