A governadora Celina Leão (foto) não gostou nada, mas nadinha mesmo, de saber que a nova fórmula de cálculo da remuneração dos professores temporários da rede pública embutia a possibilidade de reduzir o vencimento de parte dos profissionais, embora aumentasse o dos demais.
Foi a própria Secretaria da Educação que admitiu o problema das contas.
Celina mandou suspender imediatamente a mudança em ato que circulou nesta quarta-feira, 22, em edição extra do Diário Oficial.
“Alguns professores iriam receber a mais, e outros iriam ter uma remuneração um pouco menor. O que eu determinei foi que se suspendesse a portaria dessa mudança na forma de cálculo para que nós pudéssemos dialogar diretamente com a categoria”, afirmou a governadora.
“Nenhum servidor temporário vai ter qualquer mudança na sua forma de remuneração”, resumiu.
A mágica se daria em uma fórmula que mexeria nos salários e nas horas de coordenação pedagógica.
A categoria pede o pagamento integral da jornada conforme o piso, a garantia da carga completa de coordenação pedagógica e o fim da redução salarial.
A secretária de Educação interina, Iêdes Soares Braga (também na foto), disse que se corrigirá “qualquer descompasso entre a remuneração dos professores temporários e assegurar que eles recebam a coordenação pedagógica nos moldes do que a gente fazia”.