A governadora Celina Leão (foto) reuniu-se nesta terça-feira, 30, com a equipe de seu gabinete para preparar um rush de inaugurações e assinaturas de ordens de serviço para esta semana.
É que, pela legislação eleitoral, ela fica impedida de atos públicos que possam configurar uso da máquina estatal a partir da próxima sexta-feira, quando se estará a 90 dias das eleições a que ela concorre.
Celina poderá inspecionar obras, examinar atos executivos e demais trabalhos inerentes a seu cargo, mas não terá como participar de inaugurações.
Nesse rush de ações previstas para a semana, estarão medidas de repercussão, como a entrega de um CAPS no Gama – ela tem sido acusada de dar pouca atenção a esses centros – ou a ordem de serviço para construção do terminal rodoviário do Jardim Botânico.
Ela aproveitará a ida ao Gama para inaugurar o tomógrafo instalado no hospital da cidade.
Hospital em São Sebastião
Em uma resposta indireta às críticas do ex-governador José Roberto Arruda, que costuma dizer que foi em sua administração que se concluiu o último hospital público da capital – crítica dirigida a Celina Leão e Ibaneis Rocha, mas que atinge também Agnelo Queiroz e Rodrigo Rollemberg –, Celina Leão iniciou, neste dia 30, as obras do Hospital Regional de São Sebastião, a ser construído pela Novacap.
“Nos últimos dois meses, acompanhei esse processo de perto e, hoje, iniciamos a construção, uma reivindicação antiga da cidade”, disse a governadora.
Inaugurou também uma Unidade Básica de Saúde na área rural da cidade e reforçou as equipes, com 114 médicos recém-contratados.
A governadora assegurou que “em menos de 90 dias de governo, já foram ampliados os números de cirurgias e consultas, inclusive com o apoio da rede privada”.
O novo hospital de São Sebastião será construído na Área Especial 5, no Alto Mangueiral, em um ponto estratégico, próximo à entrada da cidade, na descida do Morro da Cruz.
A propósito, Celina levou consigo o distrital eleito pela cidade, que adotou o nome eleitoral de Rogério Morro da Cruz.
O investimento não afeta os novos limites orçamentários do Buriti, pois terá investimento de R$ 165 milhões, dos quais R$ 129 milhões provêm de recursos federais, em repasse com o Ministério da Saúde.
A nova unidade terá capacidade para 100 leitos, sendo 60 de clínica médica, 30 de pediatria e dez de UTI pediátrica, e mais duas salas cirúrgicas.