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Do Alto da Torre

Avante: movimentos estratégicos na legenda em Brasília equilibra a balança

Um dos que devem perder força interna é o ex-presidente da legenda Lucas Kotoyanis

Publicado

em

Paco Britto
Foto: Willian Matos/Jornal de Brasília
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Lucas Valença
lucas.valenca@grupojbr.com

Jogo de cartas

O partido Avante no DF vive uma disputa interna por espaço e deve passar por mudanças estruturais. Caso concretizadas, as mudanças devem fortalecer o GDF, já que os polos de poder no partido devem sofrer alterações. Dentre outras coisas, pessoas em locais estratégicos serão trocadas e os cargos serão oferecidos aos mais “amigáveis” ao Executivo local.

Proximidade afastada

Um dos que devem perder força interna é o ex-presidente da legenda Lucas Kotoyanis. Um político experiente da capital resumiu o perfil. “Lucas é muito próximo dos governos quando começam, mas afastado quando terminam”. Estamos no primeiro ano, mas, se já distanciado, dificilmente voltará a se aproximar.

Peixe fora d’água

Descontente com alguns figurões do partido e com a proximidade óbvia da legenda com o governo local, já que possui a vice-governadoria, o distrital Reginaldo Sardinha expressou à coluna a vontade de deixar o Avante. Como a janela partidária ainda está longe, por enquanto, os dois lados terão de conviver ou resolver o descontentamento parlamentar.

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Posição técnica

Desde janeiro, quando tomou posse, o posicionamento do distrital João Cardoso nas votações de plenário tem gerado um certo desconforto ao governo, o que sacode o comando do Avante. Cardoso é conhecido por votar de forma independente e nem sempre seguindo a orientação vinda do Buriti.

E o vice?

Mesmo com a má fama recente dos ‘vices’, um dos nomes de maior destaque do Avante tem sido Paco Britto, o vice-governador. Até o momento ele vêm mantendo uma postura mais institucional. Mas, como parte da política é feita de egos, ainda sobram críticas a ele por estar, aparentemente, “aparecendo demais”.

Norma possivelmente descumprida

Pensado para distribuir o poder interno na Câmara Legislativa, o parágrafo único do artigo 46 do regimento interno é taxativo e estabelece que os membros da Mesa Diretora não podem exercer a presidência de “comissões permanentes”. Ontem, presidia a Comissão de Educação, Saúde e Cultura o distrital Jorge Vianna (Podemos), que recentemente assumiu o posto de 1º secretário da Mesa Diretora no lugar de Iolando Almeida (PSC), que ganhou uma pasta no governo.

Renúncia ou afastamento

O artigo diz que o parlamentar deve “renunciar ou solicitar o afastamento” do comando do colegiado caso passe a acumular as funções. No entanto, a assessoria do deputado justificou que, como Vianna assumiu a nova função de maneira temporária, um parecer da Procuradoria Geral da Casa permitiria o acúmulo.

Ainda desconhecido

Por duas vezes esta coluna foi à Procuradoria Geral da Câmara à procura do referido parecer, mas informaram que “não encontraram”. Enfatizaram ainda que a primeira busca tinha sido feita retroativamente a 2009. Caso o documento seja reencontrado, esta coluna se compromete em fornecer o espaço adequado para a sua divulgação. Por enquanto, os projetos apreciados ontem estão sob risco de nulidade.

Espera ‘Prudente’

A ausência de mulheres na futura composição da CPI do Feminicídio, fez com que o presidente do Legislativo local, Rafael Prudente (MDB), adiasse o prazo final da escolha dos nomes que devem compor o colegiado. Por enquanto, a espera será até os líderes chegarem a um entendimento. A ordem é clara: a participação feminina precisa aumentar.

Em tempo

A situação sobre as escolhas poderá prejudicar a relação do GDF com o Legislativo e produzir novos atritos.

Luta por recursos

Há cerca de um mês, a Secretaria de Cultura do DF vem tentando captar recursos junto ao Ministério da Justiça, para a restauração completa da sala Martins Pena e de áreas comuns do Teatro Nacional, orçado em R$ 33 milhões. Por enquanto, o projeto do governo tem avançado etapas e está entre os 71 projetos que serão apreciados pelo Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa de Direitos Difusos. Ao total, chegaram a ser inscritos 1323 projetos. O próximo resultado deve sair no dia 10 de outubro.

Esqueceram de mim

A edição suplementar do Diário Oficial sancionando a criação da RA de Arniqueira deixou até assessores próximos à distrital Telma Rufino (PROS), maior apoiadora, surpresos. Existia um acordo entre os poderes para que a sanção fosse feita de maneira intinerante na nova RA, mas a decisão inesperada fez com que nada fosse preparado previamente.


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