A ministra da Gestão, Esther Dweck, avisou a senadora brasiliense Leila Barros (foto) na manhã desta terça-feira, 18, a publicação da medida provisória que promove a recomposição salarial das forças de segurança do Distrito Federal.
O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, assinou a medida, que foi publicada ainda na terça. De acordo com Leila, isso assegura que a alteração já estará na folha de pagamento de julho, com o pagamento previsto para o início de agosto.
“Apesar do prazo apertado, confiamos plenamente na execução eficaz desta medida”, disse a senadora. Leila aproveitou para elogiar o time da segurança, afirmando que “a dedicação e a coragem desses profissionais são inestimáveis para a nossa sociedade e, portanto, este passo do governo federal representa mais do que uma decisão administrativa – é, acima de tudo, um símbolo importante de valorização e respeito pelo trabalho que realizam todos os dias.
Tem segunda etapa, avisa Izalci
“Depois de muita insistência, muita luta, finalmente a MP, a medida provisória sobre o reajuste ou a pequena recomposição que nós trabalhamos para a segurança pública do Distrito Federal foi assinada e publicada; afinal, foi no dia 26 de abril que nós aprovamos os 9% para os servidores civis”, comentou o também senador Izalci Lucas, referindo-se à demora de quatro meses adicionais para regularizar a situação da segurança.
“Não era o que nós desejaríamos, demorou, nós estamos lutando há algum tempo, mas mesmo assim a gente sabe que a segurança está defasada há mais de dez anos”, avaliou Izalci, em uma espetada nos governos anteriores. O senador lembra, porém, que se deve ir agora para a segunda etapa.
É a questão da recomposição com a Policia Civil e a Polícia Federal. Não fica por aí. Segundo Izalci, é preciso também “resolver a questão do auxílio moradia dos policiais militares e bombeiros”.
Evento com militares
Ele próprio policial militar de origem, o distrital João Hermeto tentou vender a ideia de se fazer uma festa com o presidente Lula e as forças de segurança do Distrito Federal.
Lembrou que em 2009, o então presidente participou de evento com essa finalidade, sendo muito aplaudido pelos policiais. Sugeriu agora ao Planalto que Lula repita a iniciativa, assinando diante das forças de segurança a medida provisória que aplicará o reajuste já aprovado pelo Congresso com recursos do Fundo Constitucional.
Ele acreditava que Lula faria questão de assinar pessoalmente a medida provisória, como fez ao mandar ao Legislativo o projeto que concedia o aumento, ainda que em duas etapas. O envio poderia ter ocorrido cinco dias antes, mas Lula estava viajado e não deixou o trunfo para seu vice.
Assim, o presidente reuniu no Planalto os parlamentares que apoiam o governo, como Leila Barros, Érika Kokay e Reginaldo Veras, além de emedebistas como o presidente da Câmara Legislativa, Wellington Luiz e o próprio Hermeto. Desta vez, porém, Lula estava de novo viajando, mas Alckmin pode editar a medida.