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“Sonhe o impossível”, Lewis Hamilton

Em um mundo cheio de lideranças que mais separam do que aproximam, que pouco inspiram as crianças a olhar para o futuro e sonhar, Hamilton quebra o lugar o comum mais uma vez.

Aurélio Araújo

Publicado

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No último GP da Turquia, Lewis Hamilton ganhou seu sétimo título mundial de Fórmula 1 e igualou a incrível marca de Michael Schumacher.

A corrida em si foi sensacional. Com toda sua maestria o piloto saiu de um tímido sexto lugar na largada para o topo do pódium. Mas o que mais me chamou atenção não foram as ultrapassagens, mas a mensagem que deixou ao final. 

“É tão importante que as crianças vejam isso. Não dê ouvidos a ninguém que lhe diga que você não pode alcançar algo. Sonhe o impossível. Fale com ele. Você tem que trabalhar por isso, persegui-lo e nunca desistir!”. Disse o piloto emocionado após cruzar a bandeira quadriculada. 

Hamilton celebra a vitória e o sétimo campeonato mundial. Grande Prêmio da Turquia no Istambul Park. Foto: REUTERS/Clive Mason.

Não basta ser um excelente piloto, Lewis Hamilton está reescrevendo a história da categoria mais famosa do esporte a motor. Já escrevi aqui sobre suas marcas incríveis. Mas acredito que no momento em que vivemos, assistir um piloto utilizar seu papel privilegiado para falar com minorias e inspirar crianças é muito bom e falar sobre isso nunca é demais.

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Inspirar, esse é o maior legado de um ícone. Seja esportivo ou não. Inspirar o bom, o bem, o melhor para o outro. Levar o outro a acreditar que é possível. E não é apenas com palavras e sofismas. Inspirar pelo exemplo. Em um mundo cheio de lideranças que mais separam do que aproximam, que pouco inspiram as crianças a olhar para o futuro e sonhar, Hamilton quebra o lugar o comum mais uma vez. 

“Sonhe o impossível”, diz ele. Por que ele por si só representa o impossível. Na verdade, ele é o impossível. O único piloto negro no grid, quebrou quase todos os recordes (e acho que acabará quebrando todos), superou Senna, Prost, Fangio e alncançou Schumacher no que antes parecia inalcançável: o heptacampeonato. 

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Vettel cumprimenta Hamilton após vitória no GP da Turquia. Foto: REUTERS/Murad Sezer.

Se não bastasse o feito e as palavras, ao final, tivemos um gesto. O gesto é sempre o maior dos exemplos. O gesto é o caráter em forma de ação. E o gesto veio de outro multicampeão. Vettel, que conquistou um merecido terceiro lugar após uma melancólica temporada na Ferrari (de onde se despede), vai ao atual campeão que ainda estava emocionado no cockpit, se abaixa e o parabeniza de maneira fraternal. O respeito entre os campeões também inspira. 

Exemplo, inspiração e respeito. Três palavras que resumem Lewis Hamilton. 

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