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Concursando Direito

Quando eu crescer só vou fazer o que eu quiser

Nos concursos públicos isso é, em parte, verdade. O concurseiro até pode escolher em qual área vai atuar, mas não de forma plena.

Werner Rech

Publicado

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Quando criança costumava imaginar como seria minha vida adulta. Uma das ideias recorrentes que eu tinha era no sentido de que não seria submisso às vontades dos outros e que faria somente as coisas que me agradassem.

Quando a minha vida adulta chegou e optei por buscar uma vaga no setor público, também buscava alento na fantasia que ao ser aprovado num concurso não teria que trabalhar com áreas do Direito que não geravam prazer para mim. No entanto, isso não foi uma verdade completa.

Digo que não foi uma verdade completa, pois quando tomei posse no cargo de Técnico Judiciário fui designado para trabalhar numa Vara de Família. Não era a lotação dos sonhos, pois o Direito de Família não era algo que eu pretendia me aprofundar. No final das contas, acabei me aprofundando e gostando da matéria.

Contudo, fica buscando outras lotações dentro do tribunal que trabalhava. Quando já estava ambientado com o Direito de Família, surgiu a oportunidade de trabalhar num gabinete em segunda instância. Novos desafios e muitos ramos do direito a serem dominados foram adicionados à lista de competências necessárias para dar conta daquela nova posição.

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Noutro momento pude ter a experiência de trabalhar no gabinete de primeira instância com competência estritamente civil. Mais um grande aprendizado na minha carreira pública.

Quando me tornei Analista Judiciário no Supremo Tribunal Federal, fui contemplado com a imediata possibilidade de trabalhar em gabinetes de ministros, pois já tinha experiência. Acabei sendo designada para analisar processos criminais. Novo desafio para uma pessoa que até então não havia trabalhado com essa matéria.

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Numa nova oportunidade fiquei responsável por analisar processos tributários. Claro, outro desafio, pois, embora, já havia advogado na área, precisava retomar os estudos para dar conta de debates intensos sobre a matéria.

Quando alcancei o cargo de Defensor Público, todas as experiências anteriores me mostraram que muitos dos ramos do Direito que eu tinha dificuldades haviam se dissipado. Além disso, criei afinidade com tantas matérias, em mais de uma década no serviço público, que atualmente não tenho qualquer objeção em enfrentar qualquer atribuição na instituição em que sou membro.

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Tudo isso para dizer, a você concurseiro, que qualquer matéria ou atribuição vai te fazer feliz, se você aceitar a sua responsabilidade de entregar um bom serviço. Estudar tantas matérias quando você está se preparando para a tão temida prova, é apenas o mínimo que você precisa saber para exercer sua futura profissão. Colocar todo o conhecimento teórico em prática, adquirido em infinitas horas de estudo, será outro desafio.

Pela minha experiência, o total controle, sobre qual matéria do direito você enfrentará na sua carreira pública, é uma ilusão. Talvez a única constante é que todos os dias teremos que nos superar e enfrentar desafios que antes pensávamos serem impossíveis.

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Se você quiser saber um pouco mais sobre a escolha das lotações, fiz um vídeo sobre a experiência na Defensoria Pública do Distrito Federal – DPDF.

Agora que você já entendeu não ter o total controle sobre a sua lotação, mesmo nas carreiras de Estado, talvez você vá olhar com mais carinho para as matérias que te deixam desanimado. Enquanto o momento da escolha não chega, bora assombrar o examinador!

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