Desde que abriu, há quatro anos, no então ainda tímido comércio do Noroeste, o Noru colocou o pé na porta da culinária oriental na cidade com um menu moderno, repleto de iguarias e muito cuidado para valorizar ao máximo o que os sabores nipônicos têm a oferecer. Exemplo disso é o seu Omakase, menu degustação que varia as etapas de acordo com a sazonalidade e a disponibilidade de produtos como king crab e uni, as ovas de ouriço-do-mar.
Nesses anos vieram ainda as belíssimas e raras cerimônias Kaitai, evento de grande importância na gastronomia japonesa que marca o ritual de abertura de um raro e gigantesco bluefin, o rei dos atum, em meio à operação do jantar.

Agora, no quarto aniversário da casa, o espaço físico também foi ampliado e ganhou um autêntico izakaya ao lado do salão principal.
O bar japonês une coquetelaria e uma operação dedicada às robatas, tradicionais espetinhos japoneses na brasa. No menu de petiscos, as opções vão desde clássicos como takoyaki com polvo espanhol, tamagoyaki trufado e edamame na grelha até robatas de shiitake, pancetta e chorizo, além do suntuoso wagyu com wasabi. Para quem não abre mão dos frutos do mar, a vieira com salmão e o polvo ao curry prometem virar os novos queridinhos.

Na mixologia, o Moscow Izu (sake, xarope de gengibre, suco de limão e espuma de wasabi) ganhou disparado o meu coração. Além dele, provei e aprovei também o Yoru Yuzu (sake, cointreau, suco de limão-siciliano e purê de yuzu) e o Yakuza (sake, lichia, cointreau, calda de lichia, flor de sal e cereja).

Mais uma vez, saí do Noru com as expectativas supridas, o que, particularmente, significa muito, pois a régua é sempre alta. Depois do New Koto, o Noru segue como minha segunda indicação de restaurante japonês na cidade, ainda que com propostas bem diferentes entre os dois. O New Koto permanece firme no tradicional, enquanto o Noru flerta com o moderno.

O ambiente é minimalista, com balcão e uma bancada onde se distribuem poucos assentos. A casa também oferece a possibilidade de pedir itens do cardápio principal do restaurante, mas, sinceramente, não senti necessidade. As robatas roubaram totalmente minha atenção e combinaram muito bem com os drinques.
Parabéns ao Noru, ao Chef Bruno Kamakura e ao empresário Filipe Pataro por consolidarem uma cozinha tão rica na capital. E pode ficar de olho: vem aí mais uma onda de hype para a marca. Em breve, o Noru ganha seu segundo endereço, no Complexo Beira Lago, que já abriga a Fogo de Chão e o Almería. Sinto cheiro de sucesso instantâneo por lá.