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Analice Nicolau

Referência em treinamento para fisiculturistas, Waldemar Guimarães é sucesso nas redes sociais com método de treino intensos e história de superação

Para Waldemar, o treino é intenso. O professor, está há 30 anos no mundo da musculação

Por Analice Nicolau 09/04/2021 12h30
Waldemar Guimarães Waldemar Guimarães

Waldemar Guimarães é uma referência entre os bodybuilders brasileiros. Com mais de 25 livros publicados, o professor e educador físico, criou o Método Intensidade Total (MIT) e é uma das referências em fisiculturismo no Brasil e nas redes sociais.

A história toda começou no exército, onde estudou até os 30 anos de idade, mas precisou abrir mão por causa de um problema cardíaco. Mas ele não ficou parado. Logo, voltou aos estudos, dessa vez na engenharia metalúrgica, ou seja, com ferros.

Engana-se quem pensa que toda essa história não está interligada. Waldemar conta que “a musculação sempre foi um hobby, até que resolvi estudar. Fiz a graduação, e assim que terminei comecei a ministrar aulas na faculdade. Depois, me inscrevi para a pós-graduação na Inglaterra, mas não cheguei a começar, pois encontrei, nas terras da rainha, uma “pós-graduação” mais prática, em uma academia old school”.

Foram 10 anos no exterior, estudando e treinando com diversos atletas. Hoje, ele é uma das referências em fisiculturismo no Brasil. A experiência científica e prática, ajudou Waldemar a desenvolver o MIT, metodologia usada nos treinos com bases físicas e científicas para treinos de alta intensidade.

“Quando você vai treinar, você precisa esquecer os números (repetições). O foco principal deve ser o controle do movimento e utilização de grandes amplitudes, na maior parte dos exercícios. Essa metodologia é baseada também na nossa capacidade de foco e concentração. Chamo isso de treinamento autoconsciente”, comentou.

E para quem acha que a vida só reservou as melhores histórias para esse campeão, não sabe que os treinos, além de proporcionar saúde e qualidade de vida, foi um diferencial para superar um problema no coração.

“Durante muitos anos tive que lidar com “coração de atleta”, síndrome que consiste em uma constelação de alterações estruturais e funcionais, que me impedia de realizar exercícios aeróbicos, além de me levar para a UTI três vezes. Os exercícios de respiração e foco da Yoga, que pratico desde 1970, me ajudaram nesses momentos. Há cinco anos operado, minha qualidade de vida mudou, graças a minha rotina de atividade física e boa alimentação”, comentou.

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O professor também já viajou o mundo todo dando palestras, e antes do início da pandemia no Brasil, ele já trazia instruções valiosas sobre esse “novo normal”.

“Quando começou o surto de coronavírus, eu estava no Japão. Assim que cheguei, já liguei para as academias que presto assessoria e dei orientações sobre contato físico, álcool gel e também para a produção de pesos e equipamentos para que as pessoas pudessem treinar em casa, se entrássemos em quarentena. Na internet, fui muito criticado, mas um mês depois, vimos o resultado”, comentou.

Mesmo em pandemia, a rotina de treinos é intensa, e nas redes sociais, as pessoas acompanham o sucesso do professor e as reflexões sobre a vida.

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