Jornal de Brasília

Informação e Opinião

Blogs e Colunas

Marca de roupa feminina ensina técnicas têxteis a mulheres que sofreram violência doméstica

Utopiar proporciona novas oportunidades para as alunas e quer transformar a vida de cinco mil mulheres nos próximos dez anos

Por Analice Nicolau 26/11/2021 1h00
Utopiar proporciona novas oportunidades para as alunas e quer transformar a vida de cinco mil mulheres nos próximos dez anos

Transformar vidas por meio da moda é uma das principais missões da Utopiar, marca de vestuário feminino que tem parte da produção realizada por mulheres que passaram por situações de violência doméstica. Criado em 2017 pela empresária Renata Rizzi, o projeto foi a maneira que ela encontrou de ressignificar sua própria experiência com a violência, ao acolher mulheres que passaram pela mesma condição e proporcionar a elas o reencontro com a autoestima.

Ao lado da administradora de empresas, e agora sócia, Natália Seibel, que em março de 2020 passou a agregar ao projeto sua expertise em gestão, Renata promove cursos de capacitação em beneficiamento têxtil a mulheres indicadas pela ONG Casa Mariás, que oferece apoio psicológico, jurídico e abrigamento sigiloso para pessoas em situação de violência doméstica. Os cursos, totalmente gratuitos, incluem técnicas de bordado, block print e tingimento.  “As alunas aprendem um ofício que pode inseri-las no mercado de trabalho, porém, mais do que a oportunidade de geração de renda, queremos ajudá-las a se fortalecer emocionalmente e a reescrever a história de suas vidas”, comenta Renata.

O resultado do trabalho realizado pelas alunas pode ser conferido nas peças lançadas pela marca. São duas coleções já disponíveis no e-commerce www.utopiar.com.br. “Com a entrada na Nati no projeto, e por conta da pandemia, a Utopiar passou por uma reformulação. Eu tinha um plano de negócios que precisou ser refeito. Então, durante esses meses, idealizamos as coleções Da Vida, que lançamos em outubro, e a Mergulho, que apresentamos ao mercado agora em novembro”, conta a empresária.

A marca aposta em um mix de modelagens amplas e confortáveis. Peças como calças, camisas, regatas e quimonos recebem as estampas criadas pelas quase 60 mulheres já atendidas pelo projeto. “A ideia é a cada mês lançarmos uma coleção, uma nova história em cima dessas mesmas modelagens, trazendo outras técnicas. Daqui alguns meses também vamos elaborar novos modelos”, conta Renata. “Nossas escolhas de processos e matérias-primas também são orientadas pelos princípios da sustentabilidade, buscando respeitar o meio ambiente e valorizar a mão de obra e toda a rede de geração de valor”, completa.








Você pode gostar