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Cancelamento: Rosy Pasti pondera limites do humor nas redes sociais

Com quase 1 milhão de seguidores no Instagram, a influenciadora aponta como o humor na internet passa uma reformulação de valores

Por Analice Nicolau 24/11/2021 6h00
Com quase 1 milhão de seguidores no Instagram, a influenciadora aponta como o humor na internet passa uma reformulação de valores

Se houvesse como escolher o tema do ano, a palavra cancelamento ganharia com destaque. O termo que ganhou repercussão em decorrência de realitys shows alerta para como a internet tem sido palco de verdadeiros tribunais a depender do assunto.  De acordo com uma pesquisa da agência Mutato, que ouviu pessoas “canceladas” nos últimos três anos, os principais assunto que levam a esse “linchamento virtual” são divergência política, homofobia e mau-caratismo.

Com essa onda de julgamentos e polêmicas, que às vezes acontece por pequenas frases, muitos influenciadores relatam que trabalhar com a internet tem sido como pisar em ovos. Rosy Pasti, influenciadora com quase um milhão de seguidores e que tem o humor como carro chefe, destaca que os conteúdos têm sido produzidos com cada vez mais cuidados.

“Há muitas falam que soariam engraçadas e que hoje não são mais aceitas, justamente porque a sociedade evoluiu e está mais consciente de assuntos que antes eram sensíveis ou tabus. O limite do humor nas redes sociais é o respeito. A partir do momento que o seu conteúdo fere um grupo ou aciona inseguranças e gatilhos ele deixa de ser entretenimento”, comenta.

Para a influenciadora não é preciso ter medo, e sim procurar estar cada vez mais inteirado dos assuntos que dominam a sociedade, a fim de exercer não apenas um humor que diverte, mas que também informa. “Como influenciador você exerce um papel social e forma opiniões, então você pode usar o humor e a visibilidade para educar e ao mesmo tempo divertir”, diz.

No caso de Rose Pasti, ela usa suas redes não apenas para fazer piadas, mas também para falar sobre o papel da mulher na sociedade, bem como aborda pautas como violência doméstica, independência financeira e empreendedorismo. “Meu público é majoritariamente de mulheres, que todos os dias enchem minhas caixas de mensagens com pedidos de ajuda e desabafos. Com o humor e informação eu busco transformar um pouco a vida dessas mulheres. Para mim tem medo do cancelamento no humor aqueles que ainda não aprendeu a fazer humor sem machucar o outro”, enfatiza.








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