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Patrícia Vanzolini é eleita a primeira mulher presidente da OAB-SP

Em janeiro do ano que vem, a seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil completa 90 anos e elegeu, nesta quinta-feira (25), sua primeira mulher presidente em um mandato de três anos

Por Analice Nicolau 26/11/2021 6h30
Em janeiro do ano que vem, a seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil completa 90 anos e elegeu, nesta quinta-feira (25), sua primeira mulher presidente em um mandato de três anos

Mais uma marcante vitória para as mulheres brasileiras: a advogada criminalista, Patrícia Vanzolini, foi eleita 57.537 votos (36,21%), a primeira mulher presidente da OAB-SP — depois de quase 90 anos de fundação.

Com mestrado e doutorado em direito pela PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo, Vanzolini tem 49 anos, é advogada criminalista e professora na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Foi vice-presidente da Associação dos Advogados Criminalistas de São Paulo – ABRACRIM-SP e é sócia do Escritório Brito e Vanzolini Advogados Associados. É também professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie e do Damásio Educacional, cursinho preparatório para o exame da Ordem. Autora de obras como “Manual de Direito Penal”, pela editora Saraiva, e de “Teoria da Pena: Sacrifício, Vingança e Direito Penal”, publicado pela editora Tirant Brasil, entre outros.

E Patricia se emociona ao falar de sua eleição: “Com a alegria e a honra de ser escolhida a primeira mulher a presidir a OAB de São Paulo, venho agradecer em nome de todos os integrantes da chapa o histórico apoio recebido pela advocacia paulista. Mais do que representar a primeira mulher no comando da maior seccional do país, reconheço o peso da responsabilidade que é reconstruir a Ordem com meu compromisso de atuar na defesa intransigente das prerrogativas de todos os advogados e da valorização da profissão, do primeiro ao último dia de meu mandato. O momento é de união e responsabilidade, com o compromisso de atuar para todos os advogados, independentemente da chapa que eles defenderam neste pleito”.

“É assustador como uma entidade desse tamanho, com esse orçamento, uma receita de R$ 344 milhões, um orçamento que é maior que metade dos municípios de São Paulo, não tem procedimentos de transparência, de compliance, de boas práticas, de fiscalização de contratos, de fiscalização de contratações, enfim, processos de governança”, deixando claro que uma de suas primeiras bandeiras será promover a modernização da seccional paulista da OAB.








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