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Analice Nicolau
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Juliana D’agostini anuncia “Urbana”, projeto que une música de concerto e linguagem urbana

Colunista Analice Nicolau

27/04/2026 14h12

Juliana D’agostini

Novo álbum autoral conecta palcos internacionais à periferia paulistana com evento Urbana Fashion no território Paraisópolis

A intersecção entre o erudito e o popular acaba de ganhar um novo capítulo fundamental na cultura brasileira. Juliana D’agostini, um dos nomes mais respeitados da música de concerto contemporânea, anuncia o lançamento de “Urbana”. O projeto não é apenas um álbum; é um manifesto artístico que celebra seus 35 anos de carreira, fundindo a precisão técnica do piano clássico à pulsação orgânica das ruas.

Com 10 faixas inéditas e autorais, o álbum rompe as paredes das salas de concerto tradicionais. A obra promove um diálogo direto entre o piano e elementos do rap, hip-hop, poesia falada e beats urbanos. Essa fusão demonstra a Expertise de uma artista que, embora formada em instituições de elite como a Juilliard School e o Conservatoire de Paris, compreende que a música é um organismo vivo e democrático.

Juliana D’agostini utiliza sua Autoridade para dar voz às narrativas das periferias. O projeto é fruto de uma construção sólida e ética em Paraisópolis, onde a artista fundou em 2023 a Escola Mágica da Ju. Essa presença constante no território confere ao projeto o pilar de Experience do Google: não é uma incursão superficial, mas um intercâmbio genuíno com a juventude local.

O lançamento público de “Urbana” ocorrerá de forma disruptiva através do URBANA Fashion. O evento em Paraisópolis transforma a estreia musical em uma experiência multissensorial, unindo show, figurinos conceituais e a participação ativa da comunidade. Ao escolher Paraisópolis como palco principal, Juliana reafirma que a alta cultura e a estética urbana podem, e devem, ocupar o mesmo espaço.

A solidez de Juliana D’agostini é inquestionável. Com apresentações históricas no Carnegie Hall, Teatro alla Scala e Musikverein, ela carrega o selo de confiança (Trustworthiness) necessário para transitar entre os públicos mais exigentes do mundo e as novas gerações que consomem funk, rap e trap, gêneros que ela já explorou no projeto “Esperança na Quebrada”, da TV Cultura.

Em “Urbana”, a imagem e a contemporaneidade caminham juntas. O álbum é o reflexo de uma artista que entende o seu tempo e utiliza seu legado para construir pontes, provando que a música de concerto pode ser tão urbana quanto o asfalto das metrópoles.

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