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Analice Nicolau
Analice Nicolau

Conheça Babi A. Sette, a paulista pioneira dos romances de época no Brasil

Com quase dez anos de carreira, a autora que trocou o marketing pela literatura, anuncia lançamentos em audiolivro e novidades para a Bienal do Rio.

Analice Nicolau

04/04/2023 12h30

Babi A. Sette era escritora, mas não sabia. Muito menos imaginava que seria uma das precursoras dos romances de época no Brasil. Precisou de um “empurrão” da prima, a quem contou uma das histórias que lhe viam a mente. Na época, ela trabalhava com marketing, estava insatisfeita, e acabou deixando o emprego para tentar se encontrar na carreira.

“Sempre gostei de escrever, mas nunca me imaginei escrevendo um romance. Para mim as poesias que eu rabiscava eram a fronteira entre o que me sentia impulsionada a criar e o que eu arriscava escrever”, revela a paulistana, que decidiu se lançar oficialmente apenas depois de terminar o terceiro romance.

Entre o Amor e o Silêncio é publicado por meio de uma parceria que dividia os custos entre autor e editora. Babi sabia que para fazer o livro chegar ao público precisaria ir além. Fez parcerias com blogs, montou press kits atrativos e o resultado é que a edição esgotou em menos de dois meses.

O sucesso foi a alavanca para a publicação daquela que seria uma das obras de referência da autora, e seu primeiro romance de época. Convidada a publicar um novo livro pela editora numa edição tradicional, agora sem divisão de custos, Babi lança A Promessa da Rosa. “Foi um sucesso instantâneo e na Bienal já tive minhas primeiras fileiras de autógrafos (risos)”, relembra.

Sem se prender à sua marca registrada, Babi se lança também entre enredos contemporâneos e new adult. Este, aliás, consagraria de vez a carreira literária com a Senhorita Aurora, uma história inusitada sobre o relacionamento de um soropositivo com um personagem alheio a essa realidade. Publicado por um dos maiores grupos editoriais do Brasil, o selo Verus da Record, o livro se tornaria o campeão de vendas da autora.

“Eu não sabia como os meus leitores iriam reagir, inclusive por ser um tema novo, mas foi um boom extraordinário, que colocou a visibilidade das minhas obras em outro patamar”, comenta Babi. Lançado inicialmente de maneira independente, Senhorita Aurora chegou ao topo das vendas na Amazon e figurou entre os cinco romances mais vendidos na plataforma por 45 dias.

Confira o bate-papo e inspire-se com Babi A. Sette:

Tem alguma história que marcou muito você nestes 9 anos como escritora?

Vou falar do livro que foi um divisor de águas na minha vida de leitora. Era um livro da Patrícia Cabot e o título era Ensinando Caroline. Quando eu peguei esse livro, li a sinopse e pensei: ‘esse livro vai mudar a minha vida’. Levei ele para casa, comecei a ler no mesmo dia, e foi o ano que eu li mais de 150 livros, todos romances de época. Ele mudou completamente a minha vida, porque eu virei uma leitora viciada, apaixonada, tomada pelo gênero e daí eu sabia que eu escreveria esse gênero, que me conduziria para escrita durante muitos anos e continua sendo o meu xodó até hoje.

Você esperava o sucesso que foi Senhorita Aurora? O que atribui a repercussão da obra entre as leitoras?

Não costumo ter livros favoritos, mas Senhorita Aurora e A Promessa da Rosa, de algum jeito, tocam meu coração de uma forma diferente. Eles foram responsáveis pelos meus dois booms na minha carreira. São livros que ainda podem chegar a muitos outros leitores, torço que sim.

Você escreve romances de época, new adult e chick-lit. Como é dialogar com estes públicos que, apesar de estarem em momentos diferentes da vida, se apaixonam pelos seus personagens?

Acho maravilhoso migrar de gêneros enquanto escrevo. Assim como o leitor, é bom a gente ter um descanso do gênero, pegarmos novos gêneros e lermos coisas diferentes. No meu processo de escrita é funciona do mesmo jeito. Nunca tive dificuldade de migrar de época para um contemporâneo, apesar de eu me sentir mais à vontade nos romances de época. Hoje eu sinto que ter uma filha adolescente me ajuda bastante a continuar escrevendo e mergulhando num universo de romances mais jovens, como pensam, se comportam em fala.

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