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Viva

Memórias de quem viveu Tom

Arquivo Geral

07/02/2013 10h03

Camila Maxi

camila.maxi@jornaldebrasilia.com.br


Memórias da vida e relações de Antonio Carlos Jobim, ou simplesmente Tom Jobim, são traduzidas em película por meio da voz de três mulheres importantes em sua vida, Helena Jobim, sua irmã; Thereza Hermanny, a primeira esposa do maestro; e Ana Lontra Jobim, sua segunda esposa. Com estreia nacional marcada para amanhã, A Luz do Tom promete levar às telonas a incomparável poesia do ícone da MPB.

 

Uma parte de A Luz do Tom foi filmada em Florianópolis, em cenários que lembram o Rio de Janeiro nos anos dourados vividos por Tom. E uma das últimas locações do filme é o Jardim Botânico. O diretor Nelson Pereira dos Santos acredita que o lugar era considerado por Tom uma extensão do quintal de sua casa.

 

Segundo filme sobre o músico, A Luz do Tom foi filmado antes de A Música Segundo Antonio Carlos Jobim, lançado no ano passado. Nelson comenta que, na época, a distribuidora se interessara apenas por A Música…. “Há males que vêm para o bem. O filme foi muito bem recebido e preparou a vinda destas três mulheres”, declara. E completa: “Queria que os filmes mostrassem o quão querido e amado Tom foi. E acho que consegui”.

 

Resgate musical

 

“É muita história para contar em apenas 90 minutos”, brinca o cineasta. A ideia de fazer um filme sobre Tom data de um longo tempo. Em 1985, Nelson produziu uma série de quatro filmes com Jobim para a TV Manchete e, a partir daí, nasceu a ideia de ir para a telona. “Era divertido, mas bem improvisado. Eram duas câmeras filmando, não havia script algum”, recorda.

 

A essência das composições e relatos sinceros



Cercado de mulheres e admiradores, o que não falta são pessoas para falar de Tom. Miúcha Buarque de Hollanda atuou como corroteirista na produção e foi grande amiga do compositor. Ela conta o quão emocionante foi revisitar suas histórias durante as filmagens. 

 

“Nesse filme se revela o ser humano tão surpreendente e especial que existia por trás de tanta música bonita que ele deixou. Trabalhar com Nelson nesse roteiro foi um prazer”, declara Miúcha.

 

O mergulho na essência de Tom provoca diversas reações no público, inclusive o espanto, como quando Thereza Hermanny revela em seu depoimento que a canção Águas de Março nasceu de um passatempo. Tom estava preso a uma letra, resolveu tirar um tempo para descansar e começou a brincar com o violão “é pau, é pedra, é o fim do caminho…”. Ao ouvir, Thereza gritou do quarto: “Continua, está ficando muito bom.”

 

Em breve A Luz de Tom será exibido também fora do País. O filme já está sendo negociado com a Itália e o Japão, dois dos muitos países que admiram as obras do maestro.

 

Serviço:

 

A Luz d o Tom

Direção:  Nelson Pereira dos Santos 

Elenco:  Helena Jobim, Thereza Hermanny e Ana Lontra Jobim

Distribuidora:  Bretz Filmes e RioFilme

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