Michel Toronaga
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Sempre associada a um conto de fadas, a história da atriz Grace Kelly encanta pela magia. O que nem todos sabem, entretanto, é o que aconteceu depois do hipotético “felizes para sempre”, isto é, depois do casamento. E é exatamente esse recorte da vida da artista que largou Hollywood para ser princesa que aparece no longa-metragem Grace de Mônaco.
Dirigido por Olivier Dahan (Piaf: Um Hino ao Amor), o filme começa já com Grace (Nicole Kidman) em sua nova realidade. Após se casar com Rainier Louis (Tim Roth), príncipe de Mônaco, ela tenta se adaptar à rotina de etiquetas e responsabilidades reais. A saudade de atuar reaparece com a visita do cineasta Alfred Hitchcock, que sempre a considerou sua musa.
Narrativa
O roteiro escrito por Arash Amel possui um ritmo lento, o que prejudica um pouco a projeção. Demora até entender que o principal tema do drama não é sobre a celebridade em si. O filme fala sobre o poder da atuação e como Grace interpretou o papel de sua vida ao se tornar símbolo de bondade e simpatia – características que, inclusive, foram decisivas em uma negociação política entre o então presidente da França Charles de Gaulle e seu marido. O destaque vai para as boas atuações do elenco e a fotografia requintada.