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Filme estrelado por Vin Diesel explora elementos da bruxaria

Arquivo Geral

30/10/2015 16h00

Raquel Martins Ribeiro

raquel.martins@jornaldebrasilia.com.br

Faltam quatro dias para o Halloween (Dia das Bruxas) e, depois de amanhã, chega às salas de cinema de todo o País o longa O Último Caçador de Bruxas, do diretor americano Breck Eisner (A Epidemia). A obra entra para uma extensa lista de produções cinematográficas e televisivas que utiliza elementos da bruxaria para garantir sucesso de bilheteria.

No filme de Eisner, o ator Vin Diesel (Velozes e Furiosos) dá vida ao personagem Kaulder que, amaldiçoado com a imortalidade, precisa derrotar sua maior inimiga e impedir que uma convenção espalhe uma terrível praga por Nova York. Para isso, o caçador une forças com a jovem bruxa Chloe (Rose Leslie). A temática da bruxaria também serve para inspirar diretores brasileiros, como Marco Dutra que, mesmo de maneira sutil, trouxe referências para os universos dos longas Trabalhar Cansa e Quando Eu Era Vivo. 

“No meu novo filme, Era el Cielo, ainda não finalizado, há uma personagem que tem algo de bruxa. Mas não será uma figura que esteja muito presente no imaginário brasileiro”, diz. O  cineasta conta que começou a se interessar pelo terror ainda criança, quando viu Branca de Neve e Os Sete Anões. “O gênero potencializa o drama e deixa os temas à flor da pele e, através da alegoria, nos faz encarar questões e dilemas humanos universais.”

Para o diretor, a figura histórica da bruxa está muito ligada à imagem da mulher queimada na fogueira por motivos religiosos e comportamentais. 

Entre os gêneros de terror preferidos, Marco elege Os Pássaros e Os Inocentes. O cineasta também está preparando As Boas Maneiras, codirigido com Juliana Rojas. O título, com Camila Pitanga, é sobre a criação de uma criança de aspectos monstruosos.

Ponto de vista

Para Márcia Bianchi, sacerdotisa wiccaniana desde 1992, o maior erro das produções cinematográficas em relação às bruxas é colocar a luta entre o bem e o mal como mote do enredo. “Isso é uma coisa que não existe para nós. Não acreditamos em mal contra o bem. Nós achamos que a deusa é um todo. O bem e o mal só existem a partir da consciência individual de cada pessoa.

Toda a dicotomia não tem nada a ver com a nossa realidade”, explica. A bruxa contemporânea prefere ser chamada de Mavesper Cy Ceridwen, nome que utiliza nas reuniões do Templo da Deusa, localizado em São Sebastião, e que significa senhora do caldeirão da vida e da morte. “A maioria dos filmes dão uma ideia completamente equivocada sobre o que é a religião e, esporadicamente, alguns detalhes fazem com que nos identifiquemos de alguma maneira.

Como no filme Da Magia à Sedução, quando as duas tias fazem uma cerimônia de passagem das estações. Nós realmente fazemos rituais de nudez como aqueles”, revela.

As clássicas do cinema

Feias ou sedutoras, maliciosas ou boazinhas. Muitas são as bruxas que permeiam o imaginário de cinéfilos do mundo. Uma das mais clássicas é a Bruxa Má do Leste (Margaret Hamilton), que aterrorizava Dorothy, em O Mágico de Oz (1939). Já Elvira, do filme Elvira, Rainha das Trevas (foto), 1988, conquistou o público com o jeito perua e o decote usado pela atriz Cassandra Peterson.

Com elenco de peso, formado por Jack Nicholson, Susan Sarandon, Michelle Pfeiffer e Cher, o longa As Bruxas de Eastwick (1987) coloca um pouco de pimenta no enredo com bruxas ávidas por realizar seus desejos sexuais. Em Jovens Bruxas (1996), Sarah é uma adolescente que se muda para San Francisco e lá é apresentada a três garotas que lhe ensinam bruxarias.

Com as belas Sandra Bullock e Nicole Kidman, Da Magia à Sedução (1990) traz uma família de mulheres bruxas que carrega a maldição de que os homens que se envolvem com elas acabam mortos. Os adolescentes também se encantam com versões de bruxinhas do bem, como Sabrina, Aprendiz de Feiticeira (1996), e da amiga de Harry Potter, Hermione.

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