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Festival inédito em Brasília reúne mais de 50 bandas nacionais e internacionais

Por Arquivo Geral 04/08/2017 6h30

LARISSA GALLI
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O coração de Brasília se torna palco para um festival inédito na cidade neste fim de semana. Seguindo tendência dos principais polos culturais mundo afora, o CoMA – Convenção de Música e Arte realiza sua primeira edição com a proposta de alinhar uma programação pesada de shows com uma série de palestras e debates que visam discutir e fomentar o mercado da música.

A primeira edição do CoMA espalha atrações musicais pelo Planetário, pelo Clube de Choro, Centro de Convenções Ulysses Guimarães, e gramado da FUNARTE (Eixo Monumental). A ideia é atrair não apenas o público local, mas também estimular o turismo na capital federal.

São mais de 50 bandas nacionais e internacionais, 5 palcos para shows, 36 painéis, uma área de DJs, mercadinho com itens de moda, arte e artesanato, além de uma ampla praça de alimentação com food trucks. Os painéis são formados por palestras, oficinas, debates e discussões que vão colocar a música e o mercado musical em foco, além de um fórum para estimular o debate das políticas públicas relacionadas às cadeias produtivas da música.

A perspectiva da curadoria do festival foi traçar a relação de Brasília com o mercado da música e a conexão com o Brasil e o mundo. Por isso, bandas de todos os cantos do País fazem parte do line up. Jaloo, do Pará, o rapper paulista Emicida, Scalene, de Brasília, o pernambucano Lenine e os goianos da Carne Doce são alguns dos destaques da programação.
Atrações

A banda paulista Francisco, el Hombre também marca presença no festival. Formado por 5 músicos, o grupo independente produz um som que é uma mescla de influências latino-americanas, com muitos batuques e percussão. Carregadas de teor político, as músicas da banda animam o público brasiliense pela terceira vez – eles já se apresentaram nos festivais Móveis Convida e no Tenho Mais Discos que Amigos.

“Eu sou um artista que existe graças a internet”, definiu-se Jaloo. Direto do Pará, ele tem a música pop, eletrônica, o funk e o maracatu como inspiração e desenvolve seu trabalho para “valorizar, incentivar e exaltar a música autoral brasileira”. Ele já esteve na capital antes e destacou a atmosfera diversificada da cidade. “É muito bom estar em Brasília porque a minha música é uma mistura, assim como a população da cidade e assim como o que o CoMA vem para oferecer também”, ressaltou o artista.

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Girl Power
Nascida em Recife, mas com sotaque carioca, Clarice Falcão traz para Brasília o seu último disco, Problema Meu, lançado em 2016. Compondo o time de mulheres que fazem parte do line up, a artista diz que “fica muito feliz de ver mulheres ocupando esse espaço”. Segundo ela, que também é humorista, é maravilhoso ver que existe a preocupação de incluir mulheres nos festivais. “Existe, estranhamente, um conservadorismo e um machismo maior no humor e no rock. É um meio que tenta expulsar as mulheres e minorias em geral”, explica.

Com duas vocalistas femininas, que cantam em inglês, a banda de rock Far From Alaska, formada em Natal (RN), ganhou reconhecimento internacional e faz turnês fora do País. Neste fim de semana eles chegam em Brasília para o primeiro show do segundo álbum da carreira, Unlikely, que é lançado hoje. “Brasília é muito massa, é um celeiro rockeiro e o CoMA vai trazer muitas bandas iradas. Festivais assim são legais porque todo mundo se encontra e toca junto. Vamos esbarrar com amigos de bandas, da vida e vai ser muito bom!”, contou Cris Botarelli, uma das vocalistas.








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