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SARAU-VÁ promove encontro de artistas lésbicas e sapatonas no mês do Orgulho LGBTQIA+ no DF

Projeto cultural terá três edições gratuitas com foco na visibilidade e fortalecimento da produção artística lésbica no Distrito Federal

Aline Teixeira

26/06/2026 5h00

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Foto: Nina Quintana

Neste sábado (27), a casa Akotirene, em Ceilândia, recebe o projeto “Sarau-VÁ – Edição Especial Visibilidade Lésbica”.

A iniciativa reúne os coletivos Moverments, Ação Lésbica do DF e Entorno e Distrito Drag em uma programação gratuita que ocupa diferentes territórios do DF ao longo dos próximos meses. Visibilizar projetos culturais e dar protagonismo a artistas lésbicas e sapatonas do Distrito Federal é o ponto de partida do projeto.

A programação segue no dia 18 de julho, na Casa Afrolatinas, em celebração ao Julho das Pretas, e se encerra em 15 de agosto, novamente na Casa Akotirene, no Mês da Visibilidade Lésbica.

A proposta da edição especial surge do histórico de diálogo entre os coletivos e da presença constante de artistas lésbicas nas edições do Sarau-VÁ. “Muitas lésbicas e sapatão já passaram pelos palcos do evento, e por entendermos que esse é um espaço que acolhe e potencializa a nossa comunidade, decidimos construir uma edição formada exclusivamente por essas artistas”, explica Lélia de Castro, co-idealizadora do projeto pela Ação Lésbica.

Segundo ela, a iniciativa também busca descentralizar as celebrações da visibilidade lésbica, tradicionalmente concentradas em agosto. “A ideia é ampliar essa agenda ao longo do ano e promover encontros entre artistas que ainda não tinham participado do Sarau-VÁ. O sucesso da edição realizada em 2025 nos motivou a expandir o projeto para três datas em 2026”, afirma.

Além de apresentações musicais e poéticas, o evento contará com momentos de microfone aberto, ampliando a participação do público e fortalecendo o caráter coletivo do sarau. A programação reúne nomes como Ànna Moura, Ane Êoketu, Beatriz Águida, Fernanda Jacob, Bruna Tassy, Fernanda Monteiro, Julia Nara, Nayrim, Michelle Lara, DJ Ipê, Beatmila e Karla Testa, além de poetas como Nina Ferreira, Diana Salu, Bia Blackman, Benedita e Layó.

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Layó. Foto: Divulgação

Para a organização, iniciativas como essa ainda são necessárias diante da escassez de espaços dedicados a artistas lésbicas na cena cultural. “O DF não foge da cultura misógina, sexista e LGBTfóbica que existe no país. Por isso, se não existem espaços prontos, nós construímos os nossos e nos articulamos em rede”, destaca Lélia.

A articulação entre coletivos e espaços culturais é apontada como um dos principais pilares do projeto. “Não é apenas uma proposta artística, mas um projeto cultural com base no ativismo. Quando nos unimos, conseguimos fortalecer o que já fazemos separadamente e ampliar o impacto das nossas ações nos territórios”, completa.

Com mais de 800 edições realizadas desde 2013, o Sarau-VÁ se consolidou como uma das principais plataformas de difusão artística das periferias do DF. A edição especial reafirma esse papel ao destacar a produção cultural lésbica como parte fundamental da construção do imaginário e da identidade cultural da cidade.

A expectativa é que o público encontre, além de apresentações, um espaço de troca, celebração e reconhecimento. “Quem for ao sarau vai conhecer vozes que estão começando a ocupar espaços cada vez mais relevantes. São artistas que há anos produzem referências e mostram que suas histórias merecem ser ouvidas”, afirma a organização.

Serviço
Sarau-VÁ – Edição Especial Visibilidade Lésbica
Data: 27 de junho
Horário: a partir das 15h
Local: Casa Akotirene (St. N QNN 23 – Ceilândia)
Entrada gratuita
Classificação indicativa: livre

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