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Oficina gratuita apresenta os sons e a tradição do gonguê no Maracatu de Baque Virado

Projeto Ecos Ancestrais promove formação na Casa de Cultura do Guará e aproxima o público da musicalidade e da herança afro-brasileira preservada pelo Zenga Baque Angola

Alexya Lemos

26/06/2026 12h09

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Zenga Baque Angola/Foto: Divulgação

O som que conduz o ritmo do Maracatu de Baque Virado será o foco da próxima atividade do projeto Ecos Ancestrais, realizado pelo grupo brasiliense Zenga Baque Angola. Neste domingo (28), às 10h, a Casa de Cultura do Guará recebe uma oficina gratuita dedicada ao gonguê, instrumento responsável por orientar as marcações rítmicas de todo o conjunto percussivo do maracatu-nação. As inscrições são realizadas por meio de formulário eletrônico.

A formação será conduzida por Jorge do Pandeiro (Tata Kossykitalemym) e propõe uma imersão teórico-prática voltada tanto para iniciantes quanto para percussionistas que desejam aprofundar seus conhecimentos. Durante o encontro, os participantes conhecerão desde os fundamentos básicos do instrumento até técnicas mais avançadas de execução, em uma metodologia que privilegia a prática coletiva.

No Maracatu de Baque Virado, o gonguê desempenha um papel essencial na construção da musicalidade. Seu toque funciona como referência para alfaias, caixas, agbês e ganzás, estabelecendo a base rítmica que orienta todo o grupo. Mais do que um instrumento musical, ele integra uma tradição cultural transmitida entre gerações e ligada à preservação da herança afro-brasileira das nações de maracatu de Pernambuco.

“Para quem tá descobrindo a cultura popular afro-brasileira, digo que esse mergulho [por meio da oficina] é incrível, pois nada mais obrigatório para o cidadão brasileiro que estudar sua ancestralidade e entender um pouco mais sobre sua história e seu papel no meio em que vive. E essa aproximação com o Maracatu é apaixonante: um ritmo incrível que traz toda a história da diáspora africana para o Brasil, com sua cultura ancestral e musicalidade que encantam”, destaca Jorge do Pandeiro.

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Zenga Baque Angola. Foto: Divulgação/ André Zimmerer

A oficina integra um ciclo formativo promovido ao longo de 2026 pelo Zenga Baque Angola, que aborda diferentes instrumentos do Maracatu de Baque Virado, além de atividades voltadas à confecção e manutenção de instrumentos, produção de figurinos e fortalecimento das tradições culturais do grupo. A programação também prevê encontros com integrantes da Nação de Maracatu Leão da Campina, de Pernambuco, ampliando o intercâmbio cultural entre Brasília e uma das mais tradicionais referências do maracatu-nação.

Com raízes profundamente ligadas à cultura afro-brasileira e ao estado de Pernambuco, o Maracatu de Baque Virado é reconhecido como uma das mais importantes manifestações da cultura popular brasileira. No Distrito Federal, o Zenga Baque Angola atua desde 2017 na preservação e difusão dessa tradição, promovendo espaços de aprendizado, convivência e transmissão de saberes.

O projeto busca ampliar o acesso da população ao patrimônio cultural imaterial brasileiro, oferecendo experiências que vão além do aprendizado musical e valorizam princípios como ancestralidade, coletividade e pertencimento.

O ciclo de oficinas será encerrado em 19 de julho com uma formação dedicada à alfaia, tambor de som grave considerado o “coração” do Maracatu. Produzido em madeira e couro, o instrumento também está presente em manifestações tradicionais pernambucanas como o Coco e a Ciranda.

Serviço
Ecos Ancestrais – Oficina de Gonguê de Maracatu
Quando: Domingo, 28 de junho, às 10h
Onde: Casa de Cultura do Guará
Inscrições pelo link
Entrada gratuita

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