Raquel Martins Ribeiro
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Com todo o peso histórico de ser uma das mostras de cinema mais antigas do País, a 48ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro começa hoje, a partir das 20h30, no Cine Brasília (106/107 Sul). Até o dia 22 de setembro, seis longas e 12 filmes de curta e média-metragens concorrem por prêmios no valor de R$ 340 mil. A semana contará, ainda, com seminários, oficinas e mostras paralelas.
Com exibição do documentário Um Filme de Cinema, de Walter Carvalho, e homenagem ao também documentarista Vladimir Carvalho, a noite de abertura será tomada pelos irmãos cineastas. Para o coordenador geral do festival, Sérgio Fidalgo, a escolha se deu pela relevância de suas contribuições para o cinema brasileiro. “O filme do Walter é praticamente uma celebração ao cinema. Já a homenagem ao Vladimir é mais que merecida, pelo conjunto de sua obra, pelos seus 80 anos e por sua história dentro do festival”.
“O festival é uma das razões para eu ter escolhido morar em Brasília, há 46 anos. Desde que participei pela primeira vez, o meu foco e meu olhar como documentarista mudaram”, contou Vladimir, que foi premiado no festival brasiliense pela primeira vez em 1969, com o curta-metragem A Bolandeira.
“A minha história se confunde com a do Festival de Brasília”, concluiu o cineasta.
Programação diferenciada
Nem só da exibição dos filmes que participam da mostra competitiva sobrevive o Festival de Brasília. Já é tradição ir além, e oferecer ao público mostras paralelas, lançamentos de catálogos, livros, DVDs, além de fóruns, seminários e master classes de temas como fotografia, roteiro, curadoria e coprodução internacional.
De acordo com Sérgio Fidalgo, a ideia é que haja uma imersão em tudo que se relaciona à sétima arte. “Cada detalhe da programação foi pensado com muito cuidado”, considerou.
Outro destaque do festival são as mostras paralelas Festivalzinho, Panorama Brasil, Continente Compartilhado e o Primeiro Festival de Curta-Metragem das Escolas Públicas de Brasília.
Este último exibirá filmes produzidos por alunos do 9º ano do ensino fundamental, ensino médio, educação profissional e educação de jovens e adultos, a partir do tema A Cara da Cultura em sua Cidade.
“A ideia é formar, desde já, um público crítico. E quem sabe, dessa iniciativa surjam novos profissionais de cinema do DF”, afirmou o secretário de Cultura Guilherme Reis, durante coletiva.