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Cinema

Centro-Oeste amplia audiovisual, mas estrutura ainda é desafio

Editais de R$ 30 milhões em Goiás ampliam recursos para o setor, enquanto investimento em equipamentos em Brasília busca atender à demanda por filmagens

Redação Jornal de Brasília

19/10/2026 15h19

colagem cinematográfica de produção audiovisual

Foto: Gerada por IA

O Centro-Oeste tem novos recursos para financiar filmes e séries, mas transformar esse dinheiro em produções realizadas na própria região depende também da infraestrutura disponível. Equipamentos, estúdios e equipes técnicas estão entre os fatores que podem influenciar os custos das filmagens e a capacidade de atrair projetos.

Em Goiás, dois editais abertos em 8 de outubro somam R$ 30 milhões para 22 projetos, dos quais R$ 29 milhões serão destinados à produção de filmes e séries. O volume de recursos amplia as oportunidades para o setor, mas também coloca em evidência a necessidade de serviços capazes de atender às produções sem depender exclusivamente de fornecedores de outros estados.

Uma produção audiovisual exige mais do que câmeras. Iluminação, maquinaria, movimentação de equipamentos, energia, transporte e suporte técnico também entram no planejamento. Quando esses recursos não estão disponíveis perto das locações, as equipes podem precisar contratar fornecedores de outras regiões, com impacto no orçamento e na circulação de dinheiro na economia local.

Em Brasília, a Aicon Ações Cinematográficas está investindo cerca de R$ 3 milhões em equipamentos e infraestrutura para filmagens. O aporte inclui tecnologias de iluminação profissional, movimentação de câmeras e armazenamento de energia. A empresa fornece equipamentos e suporte técnico para produções audiovisuais.

Para Isaac Aicon, diretor executivo da empresa, o crescimento do setor precisa ser acompanhado pela ampliação da estrutura que sustenta as gravações. “Quando entra mais recurso para produção, a gente precisa olhar também para o que existe em volta dela. Não é só câmera. É iluminação, maquinaria, estúdio, energia, transporte e equipe técnica. Se essa estrutura não está na região, parte desse investimento acaba saindo daqui”, afirma.

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Foto: Divulgação

Equipamentos e tecnologia no orçamento

Entre as tecnologias incorporadas pela empresa estão LEDs de alta potência e sistemas de movimentação de câmeras, que permitem ajustes mais precisos durante as gravações. Soluções de armazenamento de energia também podem reduzir a dependência de geradores em determinadas operações.

A expansão da estrutura técnica é uma das frentes para ampliar a capacidade do Centro-Oeste de receber produções de diferentes portes. Além de atender produtoras locais, a disponibilidade de equipamentos pode facilitar a vinda de equipes de outros estados e movimentar fornecedores e profissionais da região.

“O Centro-Oeste não precisa reproduzir o Rio ou São Paulo, mas precisa ter condições técnicas para que uma produção olhe para cá e saiba que consegue realizar o projeto aqui”, diz Isaac.

A empresa também busca acompanhar novas tecnologias no mercado internacional. Em viagem à China, Isaac visitou a Beijing International Radio, TV & Film Exhibition (BIRTV) e fábricas de fabricantes de iluminação profissional, além de participar da Canton Fair.

Os editais de Goiás integram o programa Arranjos Regionais, financiado com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual. As inscrições seguem até 1º de dezembro. A iniciativa amplia o financiamento de projetos, enquanto a estrutura técnica e a disponibilidade de fornecedores seguem entre os fatores que podem influenciar a consolidação do audiovisual no Centro-Oeste.

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