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Cinema

A Margem do Rio e Elza vencem principais prêmios do Festival do Rio

Cerimônia no Cine Odeon premiou longas de ficção e documentário e destacou vencedores das mostras competitivas e do voto popular.

Redação Jornal de Brasília

12/10/2026 15h42

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© Christian Rodrigues/Divulgação

O cinema brasileiro foi o destaque da noite de encerramento da 28ª edição do Festival do Rio, que anunciou os vencedores dos Troféus Redentor após dez dias de programação em diferentes salas da cidade. Entre os principais premiados, “A Margem do Rio”, de Enock Carvalho e Matheus Farias, foi escolhido como melhor longa-metragem de ficção, e “Elza”, de Eryk Rocha, levou o prêmio de melhor documentário.

A cerimônia ocorreu no tradicional Cine Odeon, no centro do Rio, e reuniu produções que abordam diferentes experiências sociais e culturais brasileiras. Segundo a organização, o festival recebeu mais de 150 mil pessoas nesta edição. “Elza” teve estreia mundial no evento e acompanha a trajetória de Elza Soares a partir de sua própria voz, articulando memórias pessoais, música e imagens de arquivo.

Ao receber o prêmio, Eryk Rocha afirmou que o filme foi construído ao longo de anos e que o processo incluiu oito anos de filmagens com a cantora. O diretor disse ainda que a obra busca relacionar a história de Elza à trajetória do país e às transformações vividas por diferentes gerações. “O cinema é uma linguagem muito potente, muito rica”, afirmou.

Na categoria de melhor ator, o troféu ficou com Victor di Marco, por “London”, que destacou em seu discurso as barreiras enfrentadas por artistas com deficiência no audiovisual. Já o prêmio de melhor atriz foi dividido entre Isabel Teixeira, por “Diário do Fogo”, e Grace Passô, por “A Professora de Francês”, em ex aequo. Entre os coadjuvantes, Pedro Goifman venceu como melhor ator por “A Professora de Francês”, enquanto Renna Costa, Artia e Ísis Broken dividiram o prêmio de melhor atriz coadjuvante por “A Margem do Rio”.

“A Margem do Rio” também foi reconhecido nas categorias técnicas de fotografia e som. Na direção, Gabriel Martins venceu por “Vicentina Pede Desculpas”, filme que também levou o prêmio de melhor roteiro. Em documentário, Camila Valença foi premiada pela direção de “Cão Sem Plumas”. O prêmio especial do júri ficou com “O Filho da Puta”, de Erica Maradona, Tania Anaya, Otto Guerra e Sávio Leite.

O público também escolheu seus favoritos em cinco categorias. “Vicentina Pede Desculpas” venceu como melhor longa-metragem de ficção pelo voto popular, e “Fui Olhar Você Dormir”, de Anna Azevedo, foi eleito melhor longa-metragem documentário. Na mostra competitiva, o festival informou ter exibido 101 filmes brasileiros, entre longas e curtas-metragens, sendo 45 nas mostras oficiais.

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