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Veneração pelo Fla não tem limites

Assim como centenas de torcedores fanáticos, o brasiliense Carlos Caetano (com faixa nas mãos) e a esposa já estão em Doha à espera de mais uma conquista

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De Brasília para torcer no Catar

Carlos Henrique e sua esposa foram à final da Libertadores e já estão em Doha à espera da vitória

Uma temporada excepcional mereceu um esforço excepcional. Assim se pode resumir a jornada de Carlos Henrique Caetano, 57 anos, no ano da redenção rubro-negra. Entre Brasília e Rio de Janeiro, o servidor público esteve presente em dez jogos do Flamengo neste ano, além da partida mais importante do clube em quase quatro décadas, no Monumental U, em Lima, Peru. Sobre os gastos, melhor não saber. “Eu nem contei quanto a gente gastou para não ficar mal depois”, confessa Carlos. Com os títulos brasileiro e da Libertadores no passaporte, os voos agora são mais ambiciosos.

Carlos Henrique já está em Doha para acompanhar, amanhã, a semifinal entre Flamengo e Al Hilal, às 14h30 (horário de Brasília). Ele e a esposa garantiram entrada também para Monterrey (MEX) e Liverpool (ING), no mesmo horário, mas na quarta-feira (18). “O Mengão vai jogar a final, não tenho dúvidas. Mas, caso uma tragédia aconteça, nós vamos assistir mesmo assim”, contou o servidor público ao Jornal de Brasília.

Para tal, o casal Caetano deverá ficar no Catar até sábado, data da final da competição. Acostumados a viagens, eles estiveram na final da Copa Libertadores, em Lima, no último dia 23. Ainda garoto quando do primeiro título rubro-negro na competição, Carlos viu o time conquistar a América pela segunda vez com esposa e filhos 38 anos após o primeiro triunfo.

Coração partido

O alto preço de passagens e hospedagem em Doha, capital catari, arrefeceu o ímpeto da família Caetano. O grupo que viajava, que incluía dois filhos também flamenguistas, não teria condições de estar junto ao Flamengo no torneio intercontinental. “Ficava um absurdo de caro, não teria como irmos os quatro”, lamenta o patriarca. “Quando vi que não dava, decidi que, se não iríamos todos, ninguém iria”, comentou.

Até que um ato nobre de Caio, o terceiro na escala de herdeiros e companhia constante dos pais nos jogos desta temporada, abriu as portas do aeroporto. “Eu o chamei para conversar e expliquei a situação; ele entendeu e disse para nós comprarmos a passagem mesmo assim”, diz, emocionado, Caio Henrique. De fato, o investimento necessário para acompanhar um possível bicampeonato mundial do Flamengo.

Somente a viagem para dois de Brasília a Doha sai por cerca de R$ 15 mil, e tem duração de 25h30. Considerada um dos destinos mais caros do mundo, a capital catari oferece hospedagens a partir de R$ 250 a diária, de acordo com sites especializados. Isso sem contar os ingressos, para os quais Carlos teve de desembolsar R$ 86 para cada entrada das semifinais e R$ 115 para a grande decisão.

Primeiro treino

Depois de assistir no estádio ao jogo que definiu o seu adversário e descansar em razão da longa viagem, o Flamengo realizou neste domingo o primeiro treino em Doha, no Catar, visando a estreia no Mundial de Clubes, marcada para amanhã, às 14h30 contra o Al Hilal, da Arábia Saudita.
As atividades começaram às 10h. Primeiro, os jogadores fizeram trabalhos físicos na academia.

Liverpool chega com festa

O Liverpool chegou ao Catar em clima de festa. Um dia depois de entrar em campo diante do Watford pela Premier League, o time inglês desembarcou em Doha na tarde deste domingo, para a disputa do Mundial de Clubes, e foi recebido por um grupo de torcedores eufóricos na porta do hotel onde ficará hospedado na capital catari.

Os fãs se aglomeraram no local devidamente uniformizados, vestindo camisas dos Reds, além de ostentarem bandeiras e cachecóis. E ainda fizeram questão de entoar cânticos de apoio ao time inglês. Entretanto, quando o ônibus trazendo a delegação chegou ao hotel, os atletas entraram direto no saguão, sem contato direto com os torcedores.

Os fãs se aglomeraram no local devidamente uniformizados, vestindo camisas dos Reds, além de ostentarem bandeiras e cachecóis. E ainda fizeram questão de entoar cânticos de apoio ao time inglês. Entretanto, quando o ônibus trazendo a delegação chegou ao hotel, os atletas entraram direto no saguão, sem contato direto com os torcedores.

O Liverpool viajou para Doha com 20 dos 23 jogadores que foram inscritos no Mundial de Clubes, embora a lista enviada à Fifa ainda não tenha sido alterada oficialmente. O zagueiro Lovren foi baixa de última hora por conta de uma lesão muscular e, por isso, não embarcou – assim como os jovens Elliott e Brewster, que devem ser usados no jogo da Copa da Liga Inglesa contra o Aston Villa, amanhã, que contará com o time sub-23 dos Reds em campo.

Assim, foram para Doha: Alisson, Van Dijk, Wijnaldum, Milner, Keita, Firmino, Mane, Salah, Gomez, Adrian, Henderson, Oxlade-Chamberlain, Lallana, Lonergan, Shaqiri, Robertson, Origi, Jones, Alexander-Arnold, Williams. Lovren é mais um desfalque por conta de lesão, em meio a uma temporada de calendário apertado.


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