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Os 80 anos do Rei Pelé em livro

A era dos grandes dribles na Política, Cultura e História, do escritor Silvestre Gorgulho

Pedro Marra

Publicado

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No mês em que Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé, faz 80 anos — no próximo dia 23 —, será lançado um livro em sua homenagem: De Casaca e Chuteiras: A era dos grandes dribles na Política, Cultura e História, do escritor Silvestre Gorgulho.

Com uma capa simbólica contendo o ex-presidente da República Juscelino Kubitschek e o Rei do futebol, as 436 páginas apresentam histórias inéditas. Na entrevista, o escritor conta sobre o fato de seu pai ter contratado Dondinho, pai de Pelé, para jogar em um clube de São Lourenço-MG, a origem do apelido Pelé, e fala sobre o desenvolvimento da obra ao longo de dez anos de produção.

O livro traz uma relação do Pelé com a política e a cultura ou é uma análise do que acontecia na época em que o Rei estourava para o futebol?

O livro é tudo isso. Imagina que Pelé, Brasília e JK nasceram para o mundo no ano de 1956. E os três personagens marcaram uma época e entraram na vida de brasileiros de três gerações. Deixaram um forte legado. O livro começou como uma espécie de almanaque. Era um trabalho para compor um projeto que Oscar Niemeyer fez para uma praça de Santos, onde está o Museu Pelé, a pedido do prefeito. Isso foi em 2010. Mas, em 10 anos houve uma evolução muito grande desse trabalho e acabou virando um livro.

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O que te motivou a fazer o livro com esse teor político e esportivo?

Como eu disse, o livro começou gcomo uma espécie de almanaque. Em 10 anos escrevendo, pesquisando, lendo jornais da época e outros livros, viajando, conversando com o Pelé e com meus amigos a proposta evoluiu e virou um livro de fôlego. Era um trabalho para compor o projeto Monumento Pelé que, a meu pedido, Oscar Niemeyer fez para uma praça de Santos. Quanto mais eu pesquisava, mais eu entendia a importância de Pelé, JK, Brasília, Oscar Niemeyer no contexto da vida política e cultura do Brasil. O Brasil é um antes de JK e outro depois da construção de Brasília. Da mesma forma, no futebol. O Brasil é um antes de Pelé e outro depois de Pelé. Eles são a chave para entender o Brasil.

No livro, você toca na relação familiar e profissional do seu pai com o pai do Pelé. Houve influências na vida do Pelé?

Primeira grande influência é um dado importantíssimo. Marca a obra. Simplesmente o nome Pelé nasceu em São Lourenço, quando Dondinho jogava no Vasco da Gama de São Lourenço. Muita gente sabe que o Edson tinha (e ainda tem) um apelido na família que é Dico. Outra coisa: a irmã de Pelé, a Maria Lúcia, nasceu em São Lourenço. Tudo porque meu pai contratou o Dondinho e a família foi morar na minha cidade natal. O livro conta todas essas histórias.

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O que você pode contar mais sobre essa parte contida na obra?

Pesquisei jornais e pessoas que conviveram com Dondinho em três cidades: Campos Gerais (onde ele nasceu) Três Corações, São Lourenço e Bauru. Fiz um resgate da vida de Dondinho. O livro tem umas 30 páginas dedicadas ao Dondinho. Dizem que só teve um jogador melhor e mais completo que o Pelé: justamente o Dondinho. Era craque de bola. Deu azar de quebrar a perna, no primeiro jogo que fez pelo Atlético Mineiro.

Quanto tempo demorou para fazer o livro?

Foram exatos dez anos. Comecei a escrever o livro em 23 de outubro de 2010, quando Pelé fez 70 anos. Tudo por causa do projeto que Oscar Niemeyer fez a meu pedido do Monumento Pelé, em Santos.

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Silvestre, onde pretende fazer o lançamento do livro?

O lançamento será no Museu do Futebol – Pacaembu, em São Paulo. Olha, fiz agora uma primeira edição para lançar justamente no ano que Pelé faz 80 anos e Brasília 60. E já estamos preparando uma segunda edição para lançar em Brasília, em Santos, em Três Corações, São Lourenço, Campos Gerais, e onde mais quiserem, para o início do ano que vem. Em Brasília, por sugestão do amigo e cineasta José Damata, pensamos em lançar no Cine Brasília em duas noites seguidas. Na primeira, após a exibição do filme Pelé Eterno, do diretor Aníbal Massaíni. Na segunda noite, após a exibição do filme JK no exílio, do Charles Cesconetto.

Quando o livro ficou pronto, sentiu que qualquer leitor pudesse gostar das histórias?

Este livro é uma forma lúdica, gostosa e atraente de entender a história do Brasil, de Brasília e desses dois gênios brasileiro: JK e Pelé. Tenho convicção que será um livro que os adolescentes vão gostar. Já os adultos vão amar, porque é saudade e emoção a cada página. Gostando ou não de futebol.

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