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O basquete local tem desafio em ano sem NBB

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Gabriel Lima
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Após o Brasília sair do Novo Basquete Brasil (NBB), principal torneio do País, e dissolver o time tricampeão nacional, os amantes do aro e cesta no Distrito Federal precisam se voltar para a cena local. Uma das opções mais interessantes em fevereiro é a Liga de Verão, organizada pela Liga de Basquete da Grande Brasília (Braba), que também vai promover um campeonato estadual no segundo semestre.

Foi das edições passadas desses dois torneios, inclusive, que um dos representantes da cidade na Liga Ouro, espécie de segunda divisão do basquete brasileiro, surgiu: o atual campeão distrital, Cerrado. O outro time do Distrito Federal a jogar a competição será montado pelo ex-patrocinador do Brasília e levará o nome de Universo.

Segundo Felipe Bretas, presidente da Braba, a programação completa para a Liga de Verão 2018 já está definida. “Ela vai começar em 24 de fevereiro. As inscrições abrem hoje, 4 de janeiro, e vão até a terça-feira de carnaval, 13 de fevereiro. Nesse dia também vai ter um congresso técnico, em que serão sorteadas as equipes e a tabela será divulgada”, detalha.

O aro é o limite

As inscrições são livres, mas existem regras. “Qualquer um pode participar. Do Cerrado até um time de veteranos que foi formado em Sobradinho. Já tem entre 25 e 30 pedidos informais para participação. O ideal é que sejam 16, mas vai depender do número de inscrições. O objetivo é a integração do basquete da cidade”, afirma Bretas. No ano passado, havia o mesmo limite de equipes, mas apenas nove se registraram, então a expectativa é de evolução desse número.

Os valores da matrícula também já foram definidos e estão diretamente ligados aos locais das partidas. “Haverá duas formas: a primeira, cheia, que vai ter um custo baixo, de R$ 1.250, e uma outra com desconto, que será destinado às equipes que sediarem os jogos em seus locais (de treino). Nós vamos abater a quantidade de jogos (nessas quadras) pelo valor da inscrição. Pode ter no Iesplan, localizado na Asa Sul, na Aseel, no Lago Sul, ou no CAVE, no Guará”, explica o presidente da Braba.

Da base ao amador

Enquanto os torneios profissionais e semi-profissionais estiverem rolando, haverá competições de base. Para o primeiro semestre, está marcada a tradicional Copa Minas Brasília de Basquete, organizada pela Lance Livre Esportes. Em 2018, ocorrerá as competições sub 12 e sub 14, que vão de 27 de abril ao 1º de maio, e a sub 17, entre 29 de maio e 3 de junho.

O esporte amador também terá seu espaço este ano, e o Torneio Professor Pedro Rodrigues, na segunda quinzena de agosto, é um grande exemplo. “A liga é importante para promover o basquete de locais que nunca participaram de uma competição, como o Paranoá, que participou pela primeira vez (ano passado)”, exalta o organizador Elias Olimpio. Em 2018, ele prevê a inclusão de mais equipes em relação aos nove da última edição.

Os locais dos jogos são definidos pelo mandante e, normalmente, são os mesmos lugares dos treinamentos. Elias tem uma carreira de 20 anos como árbitro de basquete e revela tristeza pela saída do Brasília do NBB, mas celebra a oportunidade de expandir o conhecimento dos fãs. “O pessoal ficou chateado, porque vinham grandes equipes jogar aqui. Mas em todas as cidades do DF têm peladas de basquete. O time profissional moveu mais as categorias de base, que sonham em se tornar profissionais”, conclui Olímpio.


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