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MPDFT pede que órgãos “não promovam” eventos esportivos no DF

Medida foi enviada para secretaria de Esportes, Arena BSB (consórcio que administra o Mané Garrincha) e Federação de Futebol do DF

Pedro Marra

Publicado

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“Não promovam”. Com esse pedido, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) enviou algumas recomendações na tarde desta segunda-feira (4) para o secretário de Esporte e Lazer do DF (SEL-DF), Leandro Cruz, e ao presidente da Concessionária Arena BSB que administra o Estádio Mané Garrincha, Arena BSB, para impedir “a realização de qualquer evento, esportivo ou não, que leve à aglomeração de pessoas, ainda que com portões fechados, no Estádio Nacional Mané Garrincha”, diz o texto elaborado pela Força-Tarefa para acompanhamento das ações de combate e prevenção do novo coronavírus no DF.

A minuta de orientações ao futebol local traz ainda que a medida vale também para as “demais arenas localizadas no Distrito Federal, enquanto não houver definição e aplicação, no âmbito esportivo, de procedimentos e protocolos de planejamento detalhados para a proteção individual e coletiva, em face do risco da pandemia ocasionada pela covid-19, em observância à política estipulada pela Organização Mundial de Saúde, Ministério da Saúde e demais organismos técnico/científicos, informando e garantindo prontamente a execução de providências que venham a ser determinadas”.

O texto pede que o presidente da Federação de Futebol do DF (FFDF), Daniel Vasconcelos, “mantenha a suspensão de qualquer campeonato ou disputa organizada por esta entidade, bem como o treinamento nas arenas esportivas do Distrito Federal, passível de gerar aglomeração de público ou contato físico entre atletas, em face do potencial risco de disseminação do novo coronavírus”, acrescenta a decisão do Ministério Público do DF.

Recomendações

Dentre as recomendações do Ministério Público, o órgão cita, inclusive, o Estatuto do Torcedor, que dá direito “à segurança nos locais onde são realizados os eventos esportivos antes, durante e após a realização das partidas, bem como direito à implementação de planos de ação referentes a segurança, transporte e contingências que possam ocorrer durante a realização de eventos esportivos, conforme artigos 13 e 17 do Estatuto do Torcedor – Lei nº 10.671/2003”, recomenda o MPDFT.

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Mais à frente, o texto reconhece que “toda e qualquer liberação de atividade deve ser precedida da análise da Autoridade Sanitária e estar acompanhada das necessárias “evidências científicas” e ‘análises sobre as informações estratégicas em saúde'”.

A minuta do MP destaca que “a Confederação Brasileira de Futebol – CBF3, em 15 de março de 2020, suspendeu, por prazo indeterminado, todas as competições nacionais sob sua coordenação que estão em andamento, e que, em relação aos campeonatos estaduais, compete às Federações Estatuais de Futebol as deliberações específicas acerca de seus respectivos campeonatos, dada a sua autonomia local”, pontua.

“A gente está lidando com vidas”

Vale lembrar que o JBr fez uma matéria questionando o presidente da FFDF, Daniel Vasconcelos sobre a especulação por parte do governador do DF, Ibaneis Rocha, juntamente com o presidente Jair Bolsonaro em trazer para o Mané Garrincha o campeonato carioca, impedido de voltar no Rio de Janeiro por veto do governador do estado, Wilson Witzel.

É importante destacar que demais presidentes de clubes candangos também são contrários à volta dos treinamentos. “Vou consultar todos os órgãos competentes e tomar uma decisão conjunta. Até para eu estar respaldado. A gente está lidando com vidas. Todos nós queremos voltar à rotina normal. Mas temos que ter a consciência de que estamos lidando com vidas. Não é só voltar, é dar segurança para voltar. Fica à cargo de cada federação tratar com o governo do seu estado. Ou seja, o estado que tiver todas as seguranças para cumprir o protocolo de segurança”, disse Daniel Vasconcelos ao Jornal de Brasília.

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Veja os documentos:




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