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Kobe Bryant, a obsessão pela vitória

Convertido no jogador de basquete mais famoso e mais bem pago do planeta, Kobe Bryant deixou seu nome para sempre na história do esporte

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Seus ídolos eram Magic Johnson e Michael Jordan, aos quais se juntou como uma lenda do basquete. Em vinte temporadas com a camisa do Los Angeles Lakers, Kobe Bryant, que faleceu neste domingo aos 41 anos vítima de um acidente de helicóptero, tinha apenas uma obsessão: ganhar.

Uma obsessão que seus companheiros, técnicos e até os fãs nem sempre conseguiram compreender.

Kobe se tornou uma estrela mundial do basquete. Contudo, quando criança, ele se via como “a vergonha da família”.

Como muitos “filhos de”, Kobe sofreu na infância com comparações com seu pai, Joe Bryant, que, segundo a lenda, tirou inspiração para dar nome ao filho de um cardápio de um restaurante japonês. Joe jogou oito temporadas na NBA entre 1975 e 1983, antes de ganhar a vida como jogador na Itália.

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Da infância na Itália, Kobe sempre cultivou uma paixão pelo futebol, um sólido domínio do italiano, assim como a técnica e fundamentos táticos poucos comuns na NBA.

Mas, em sua volta aos Estados Unidos em 1992, o magro adolescente, que sempre vestia a camisa do ídolo Magic Johnson, encontrou muita dificuldade para ter a oportunidade de jogar alguns minutos durante o ensino médio, quando defendia a escola de Lower Merion, da Filadélfia.

Depois de quatro anos de trabalho árduo, Kobe se tornou uma das maiores promessas do basquete em todos os Estados Unidos. E, ao invés de optar por aprimorar seu jogo na universidade, foi diretamente para a NBA: no Draft de 1996, foi o 13º jogador escolhido para atuar pelo Charlotte Hornets, que o transferiu imediatamente para o Lakers.

– Viciado em trabalho –

Na época, a NBA e o mundo do basquete viviam em plena era de domínio de Michael Jordan, a estrela do Chicago Bulls que se tornou o maior jogador da história do esporte e outro grande ídolo de Kobe, que adotou suas expressões faciais e seu estilo de jogo.

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“Sua obsessão com Michael era óbvia”, declarou Phil Jackson, técnico que venceu seis títulos da NBA com Jordan em Chicago, antes de erguer outros cinco troféus com Kobe nos Lakers.

Enquanto Jordan vivia os últimos anos de seu reinado, Kobe Bryant começava a escrever seu nome no esporte por seu estilo espetacular, sua atitude, e até sua arrogância, se tornando o sucessor natural do ‘Rei’.

A era de Kobe Bryant estava a ponto de começar: ao lado do pivô Shaquille O’Neal, dominou a NBA durante três temporadas consecutivas, de 2000 a 2002.

Kobe era um viciado em trabalho: longas sessões de arremessos depois dos treinos oficiais, análises das estratégias e filosofias de jogo de técnicos americanos e europeus, além de um enorme foco na preparação física.

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– “Querido basquete” –

Para muitos, Kobe era egocêntrico, algo que lhe valeu brigas com diversos companheiros de equipe, inclusive ‘Shaq’, que acabou deixando o Lakers no auge para jogar no Miami Heat em 2004.

Apelidado de “Mamba Negra”, Kobe viveu em 2003 o período mais delicado de sua carreira e que deixou uma mancha em sua imagem, após ser acusado de estupro pela funcionária de um hotel de luxo no Colorado, onde o jogador se recuperava de uma artroscopia no joelho.

No tribunal, admitiu ter tido relações sexuais com a jovem de 19 anos, mas afirmou que tudo foi consensual. No fim, Kobe entrou em acordo com a suposta vítima e o julgamento foi encerrado.

Convertido no jogador de basquete mais famoso e mais bem pago do planeta, Kobe Bryant deixou seu nome para sempre na história do esporte com seus 81 pontos marcados em um jogo contra o Toronto, em 2006, seus cinco títulos da NBA, suas duas medalhas olímpicas, suas 18 participações no Jogo das Estrelas, seus mais de 33.000 pontos marcados e outros diversos recordes.

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O final de seu reinado, porém, foi doloroso devido às repetidas lesões graves. Kobe não conseguia mais fazer a diferença em quadra para ajudar o Lakers a voltar ao caminho das vitórias. Até que, em 29 de novembro de 2015, num poema dedicado a seu “Querido basquete”, reconheceu que seu “corpo sabe que chegou o momento de dizer adeus”: “Te dei tudo, porque é o que fazemos quando algo de faz sentir tão vivo”.

 Agence France-Presse




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