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Torcida

Flamenguistas se organizam de Ceilândia à capital peruana

No estacionamento do Abadião, os flamenguistas se reunirão. Há ainda torcedor brasiliense em Lima

Lindauro Gomes

Publicado

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Olavo David Neto e Pedro Marra
redacao@grupojbr.com

Urubus do DF, uni-vos! Para a final da Copa Libertadores, à qual o Flamengo chegou depois de 38 anos, a torcida organizada Raça Rubro-Negra do DF, estabelecida em Ceilândia, arma uma grande festa para o jogo, marcado para as 17h de amanhã, em Lima, no Peru. A partir das 12h, na parte externa do estádio Abadião, terá telão de LED, trio elétrico, galinhada e vibração para apoiar o time a 3.167,32 km da capital peruana.

Um dos monitores do destacamento candango da Raça, Luiz Felipe ressalta que não é apenas uma reunião de amigos para assistir a um jogo do time do coração. “A sociedade tem que entender que torcida organizada não é bagunça; temos projetos sociais, como escolinha de futebol gratuita para 132 crianças, campanhas de doação de sangue, de agasalho, trabalho junto a creches, e muito mais. Não é porradaria, nosso lema é ‘não ir para a briga’”, desabafa o dirigente.

Para amanhã, data histórica para o clube, a organizada alugou telão e trio elétrico, e ainda conseguiu reservar o estacionamento do estádio Abadião. A bateria da torcida estará no local para animar a festa, e a entrada se dará mediante a doação de 1kg de alimento não-perecível. Toda a arrecadação será revertida a comunidades carentes, que ainda serão definidas pela organizada.

Com cerca de 60 mil associados, a Raça Rubro-Negra é uma das maiores organizações de torcedores do Brasil. Tanta gente registrada, alerta Luiz, não se resume ao Rio de Janeiro. O desmembramento sediado em Ceilândia, inclusive, é o maior da “Nação” fora do RJ. “O Flamengo tem torcida no país todo, mas aqui em Brasília talvez seja a maior concentração. Sempre estamos a postos para fazer a festa, seja no estádio ou nos botecos”.
No Peru

O Flamengo terá nas arquibancadas um brasiliense Rubro-Negro com promessa inspirada em Gabigol. De férias, o jornalista Tácido Rodrigues, 25 anos, está em Lima desde o último domingo (17) para assistir a final do torneio sul-americano. “Eu já tinha feito uma promessa se conseguisse o ingresso para a final: descolorir o cabelo à la Gabigol. Mesmo pagando o plano mais caro do Flamengo (270 reais/mês), ainda estava com medo de não conseguir a entrada pra final porque era um burocracia tremenda. O clube gerava um código, mas você tinha que entrar no site da Conmebol pra efetuar a compra, isso em horários estabelecidos. Como eram 12.500 ingressos pra mais de 140 mil sócios, sabia que a procura ia ser grande.Consegui o ingresso pra Santiago, aí mudaram a final pra Lima. Estornaram o dinheiro e me deram prioridade de 72h pra efetuar a compra novamente”.

Tácido Rodrigues, 25, flamenguista de Brasília em Lima para ver a final da Libertadores. Foto : arquivo pessoal

Tácido conta que o coração bateu mais forte na hora de investir na viagem. “Resolvi viajar pra Lima porque o Flamengo desperta em mim algo inexplicável, uma paixão que ultrapassa qualquer fronteira. Tenho certeza que muitos rubro-negros gostariam de estar no meu lugar”, vibra. Se o Fla levantar o caneco, o torcedor faz uma nova promessa que ficará marcada para sempre. “Prometi fazer um churrasco com os amigos pra comemorar. Além disso, farei uma tatuagem com o escudo do clube e a taça tão sonhada por nós”, sonha.

Filipe Luís reconhece força do River

O lateral-esquerdo Filipe Luís, do Flamengo, afirmou ontem em Lima, no Peru, que o adversário do time carioca na final da Copa Libertadores amanhã leva vantagem no confronto por estar mais ambientado a decisões de torneios sul-americanos. O experiente jogador de 34 anos disse que os argentinos do River Plate estão mais preparados para confronto desse tipo do que o Flamengo, que não chegava à final da competição continental desde 1981.

Em entrevista, o lateral do Flamengo explicou que em momentos decisivos como uma final de Libertadores quem tem experiência prévia é favorecido.

“A única pequena vantagem que o River pode ter é estar acostumado com finais, jogos importantes, final de Libertadores”, disse. Filipe Luís relembrou que enquanto defendeu o Atlético de Madrid, da Espanha, disputou as finais da Liga dos Campeões da Europa em 2014 e 2016. Nesta última ocasião, notou a diferença do quanto a experiência prévia tem peso.

“Na segunda final individualmente foi melhor do que a primeira. Eu estava bem mais tranquilo. Tecnicamente, taticamente é um jogo diferente”, afirmou.

Saiba Mais

Gabigol e Bruno Henrique estão na disputa para o melhor jogadores da Libertadores 2019. A dupla rubro-negra concorre com outros dois nomes do River Plate, adversário da final deste sábado em Lima, no Peru: os meias Ignacio “Nacho” Fernández, argentino, e De La Cruz, uruguaio. A votação é aberta ao público pelo site da patrocinadora da competição, mas há um juri técnico também.

Gabigol é o artilheiro da Libertadores, com sete gols, e vive sua melhor fase na carreira. Nesse ano, o camisa 9 já estufou a rede 38 vezes em 53 jogos e virou o maior goleador do Flamengo no século XXI em uma mesma temporada. Além disso, ele ainda deu 10 assistências para os companheiros.

Se Gabigol é o artilheiro, Bruno Henrique tem sido o mais decisivo do Flamengo.

O atacante fez cinco gols na Libertadores e 31 na temporada, sendo o segundo maior goleador do clube no ano e chamado de “Rei dos Clássicos” por ser algoz dos rivais. É o maior garçom do time com 15 assistências.


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