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Torcida

Brasil é campeão; Flamengo perto de Pelé

A cinco dias da grande decisão da Libertadores, o Entrelinhas entra de vez no clima da final da Libertadores. Só abrimos espaço para falar da conquista da Copa do Mundo Sub-17

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Foto: Alexandre Vidal/Flamengo
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Olavo David Neto e Petronilo Oliveira
redacao@grupojbr.com

A cinco dias da grande decisão da Libertadores, o Entrelinhas entra de vez no clima da decisão latino-americana. Hoje, só abrimos espaço para falar da grande conquista brasileira: a Copa do Mundo Sub-17.

Dobradinha?

Até hoje, o único clube a conquistar a Libertadores e o Brasileirão na mesma temporada foi simplesmente o Santos de Pelé, em 1962 e 1963. Em 2019, o Flamengo pode repetir o feito de um dos maiores times da história do futebol. Basta uma derrota do Palmeiras frente ao Grêmio, no domingo (24), e uma vitória do rubro-negro contra o River Plate na tarde anterior.

Ansiedade

É sábado, senhoras e senhores. Infelizmente em jogo único, mas nesta semana conheceremos o dono do futebol latino-americano em 2019. Flamengo e River Plate entram no gramado do Monumental “U”, em Lima, para o confronto mais aguardado no Cone Sul do Novo Mundo. Enquanto os brasileiros não chegavam à final da Libertadores desde 1981, quando conquistaram o torneio, os hermanos são os atuais campeões, e esta é a segunda final millonaria em três temporadas.

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Foto: Divulgação/Federação Peruana de Futebol

Alguém vai entrar?

A Conmebol divulgou na última semana uma lista de proibições à entrada de torcedores na final do seu maior torneio. Segundo a entidade, as medidas estão em acordo com a lei peruana para estádios, e as proibições incluem desde bebidas alcoólicas (e pessoas “em evidente estado de embriaguez”) a bandeiras de mastro. Até óculos escuros e bonés estão proibidos, gente. Não existe isso. Cada vez mais vivemos um clima de “europeização” do melhor futebol do mundo. 

Lei Seca

Até bafômetro vai ter! Não é piada, queridos leitores. E quem se recusar – um direito inerente, já que ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo – não terá acesso à cancha. Não basta gastar milhares de dólares com passagem, hospedagem e ingressos para um jogo que, poucos dias atrás, realizaria-se 2.452,97 km ao sul, em Santiago, no Chile. Tem que proibir aos hinchas o tradicional “aquecimento” e mantê-los abstêmios antes da final.

Conquistados na América

Já repararam que todos os patrocinadores da maior competição da América são de fora da região? A maioria deles, inclusive, tem origem europeia, com toda a historicidade que isso trás a um continente acostumado a subjugar-se ao domínio do velho continente. Em Veias Abertas da América Latina, o monstro sagrado Eduardo Galeano traz um breve resumo dos saques e extermínios efetuados desde o século XVI, e que hoje são feitos em forma de créditos e cultura. Que o velho uruguaio nos perdoe.

Casca grossa

Muitos dizem que base não serve para ganhar títulos, e sim para formar jogadores. É verdade e tem sentido, mas levantar troféus sempre é um incentivo. Ainda mais quando se luta tanto por um caneco como lutaram os meninos da Seleção Brasileira no Mundial Sub-17. Nas fases finais, foram três viradas sobre adversários complicados. Nas oitavas, sobre o Chile (3×2); nas semis, contra a poderosa França (3×2); e na grande decisão, contra o ex-carrasco México (2×1). Muita superação da molecada na Copa do Mundo disputada em terras brasileiras.

Foto: Miguel Schincariol/AFP

De ouro

É uma geração diferenciada essa do Sub-17. Multas milionárias e muita expectativa rondam boa parte dos atletas, mas ninguém aproveitou o Mundial Sub-17 melhor que Matheus Donelli (Melhor Goleiro), Gabriel Veron (Bola de Ouro) e Kaio Jorge (Chuteira de Bronze). Yan Couto, do Coritiba, não recebeu prêmios individuais, mas merece o destaque do Entrelinhas pelo grande campeonato. No corredor direito, o camisa 2 só não fez chover.

Uh, tá ligado!

A Copa do Mundo Sub-17 teve 18 jogos realizados no Bezerrão, incluindo abertura, as duas semifinais, decisão de 3º lugar e decisão. Para o Brasil, o estádio “deu sorte”, mas um lado dele, especificamente, colaborou com a conquista. Contra França e México, os gols da vitória brasileira foram marcados no lado norte do estádio, bem onde, nos jogos locais, posiciona-se a Ira Jovem, maior torcida organizada dos anfitriões.

É tetra! (?)

Na transmissão do Grande Prêmio de Interlagos de Fórmula 1, o old school Galvão Bueno passou um recado a Gustavo Villani, narrador que transmitiu a vitória brasileira no Mundial Sub-17 na TV aberta. Ele pediu que o novato do Grupo Globo copiasse o grito “é tetra!”, consagrado pelo jornalista na Copa de 94. O mais novo locutor do Grupo Globo, porém, nem se deu ao trabalho de berrar os quatro títulos do Brasil quando o árbitro apitou o fim do jogo.


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