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Reputação, Compliance e Leis Anticorrupção

O preço de uma crise

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empresaQuando os executivos das empresas decidem cortar investimentos na área de controle de riscos, eles não fazem ideia do preço que podem vir a pagar por isso. Uma pesquisa realizada pela consultoria McKinsey apontou que a maioria das empresas subestima este valor, calculando de cinco a dez vezes menos do que o prejuízo real.

O valor total pago pelas corporações em função de infrações regulatórias nos EUA cresceu mais de cinco vezes, indo para quase US$ 60 bilhões por ano, entre 2010 e 2015. Entre 2010 e 2017, as manchetes com a palavra “crise” e o nome de uma das cem principais empresas listadas na Forbes apareceram 80% mais vezes do que na década anterior.

Manter uma reputação ilibada está cada dia mais complexo. Os riscos se agravaram sobre todas as indústrias. O problema é que quando a economia pressiona as empresas, departamentos que não estão ligados diretamente ao incremento da receita costumam sofrer os piores cortes.

O Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU), em parceria com o Sebrae, lançou em julho a Rede Nacional Empresa Íntegra. A medida é um esforço de disseminação da Lei Anticorrupção (12.846/13) entre pequeno e médio empresário.

O grupo terá a dura missão de criar estratégias de propagação das melhores práticas de compliance, para um grupo extremamente heterogêneo, que são os milhares de empresários de pequenos negócios, espalhados por todo país.

A primeira estratégia será a realização de palestras e workshops para estes grupos, cujo tema será a importância de investir em políticas de prevenção e de combate à corrupção, tanto no ambiente interno, quanto na relação com clientes e colaboradores.

A Rede Nacional Empresa Íntegra já tem um site, o Programa Empresa Íntegra, onde o empresário pode ler sobre Lei Anticorrupção, boas práticas, riscos de violação de leis e direitos dos consumidores.

Existe um componente humano muito forte na aplicação do compliance dentro das empresas. Não é simplesmente o cumprimento de boas práticas, mas, também, em como os dirigentes se apresentam perante elas.

O maior desafio de sobrevivência de empresas que se envolvem em escândalos de corrupção, não é o escândalo em si, mas o quanto está sendo aplicado nelas o ditado “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”.

 

  • Você pode contatar a colunista pelo e-mail andreia@emporio.inf.br

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